Justiça

FARRA NO TESOURO

O advogado Luiz Fernando de Paula protocolou na última sexta-feira, dia 26 de outubro, junto ao juiz Adilson Ballotti, da 5ª Vara da Comarca de Jales uma solicitação para que seja garantido, através de alguns bens apreendidos, o pagamento de fiança fixada pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal para manter a liberdade provisória de seu cliente Roberto Santos Oliveira, o Betto, da Betto Calçados, ex-marido de Érica Cristina Carpi Oliveira, acusada de desviar mais de R$ 5 milhões da Prefeitura. A liberdade provisória foi autorizada pelo ministro na noite da última terça-feira, dia 23 quando fixou a fiança, no valor de R$ 100 mil, para ser paga em dez dias.
O advogado também informou ao Jornal de Jales que está solicitando ao ministro a suspensão do pagamento da fiança explicando que seu cliente não dispõe desses recursos, pois todos os seus bens estão bloqueados por ordem judicial. Caso o ministro entenda que a fiança deva ser mantida, o advogado solicita que a mesma seja reduzida no mínimo em dois terços.
Betto era o único que ainda estava preso pela Polícia Federal na Operação Farra no Tesouro. Sua ex-esposa Érica Cristina Carpi Oliveira e sua irmã Simone Carpi, já haviam conquistado prisão domiciliar, enquanto que o cunhado da ex-tesoureira da Prefeitura, Marlon Fernando Brandt também já se encontra em liberdade.

JULGAMENTO
O advogado afirmou que vai mostrar que Betto é inocente, mas lembrou que foi concedida apenas a liberdade provisória para que seu cliente aguarde o julgamento fora da prisão. Ele disse ter provas incluídas nos autos que certamente levarão à sua absolvição, inclusive porque, pelo que conhece do processo de Érica, ela assumiu a responsabilidade pelo desvio dos recursos da Prefeitura, isentando seu ex-marido.
O advogado afirmou que pode parecer estranho para muita gente o fato de Betto não saber o que a ex-esposa vinha fazendo, mas isso também vinha acontecendo na Prefeitura, onde os desfalques não foram percebidos pelos ex-prefeitos e o atual prefeito e nem pelos funcionários que trabalhavam com ela. Por fim ele pergunta: “se ela conseguiu enganar tanta gente durante tanto tempo, por que não conseguiria enganar o marido”? 
Diante dessa situação, o advogado afirma que a população pode ficar tranquila que no final da tramitação do processo se chegará a uma conclusão onde Betto poderá ser considerado inocente ou culpado, respeitando as regras, inclusive do contraditório, com ampla liberdade como deve ser neste e em qualquer outro caso.
A defesa de Betto não concorda com o leilão das suas lojas, pois como afirmou o advogado ele vinha lutando desde 2005 e seus clientes conhecem o seu trabalho e a sua dedicação para manter seu comércio.
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