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Família pede indenização por rapaz que se suicidou na cadeia de Jales

Uma ação de indenização por morte está sendo cobrada contra a Fazenda do Estado de São Paulo pela família de Wesley Douglas Pereira Barbosa
10 de junho de 2013

Uma ação de indenização por morte está sendo cobrada contra a Fazenda do Estado de São Paulo pela família de Wesley Douglas Pereira Barbosa, que se suicidou com um lençol dentro da cela 11 da cadeia de Jales em 16 de março de 2012. Segundo o site de notícias Ethos Online, o valor inserido na ação através do advogado Henri Dias é de R$ 500 mil.
Weslei, de acordo com a informação, foi preso por lesão corporal e permaneceu detido em regime fechado quando a decisão judicial determinou a sua internação em um ambulatório psiquiátrico.
Segundo o delegado seccional, Charles Wiston de Oliveira, a cadeia de Jales fez o que foi recomendado pela Justiça quando recebeu Wesley e outros três presos da cadeia de Guarani D’Oeste que precisava resolver uma situação emergencial de adequação local.
Ele explicou que o rapaz aguardava disponibilidade de vaga no Hospital Psiquiátrico de Franco da Rocha. Ele recebia tratamento ambulatorial e internação em Fernandópolis quando recebeu mandado de prisão que foi cumprido em 23 de janeiro. No dia 5 de março foi transferido para Jales e colocado em uma cela única por determinação judicial, por questão de segurança e para ficar melhor acomodado.
FATALIDADE
Em Jales, segundo o delegado, ele ficou aguardando uma vaga no hospital psiquiátrico que seria disponibilizada através da Secretaria de Administração Penitenciária. No dia 15 de março chegou a comunicação da vaga com o hospital dando prazo de 15 dias para que fosse preenchida, mas no dia seguinte ele faleceu.
Para o delegado seccional o que aconteceu foi uma fatalidade que pode ocorrer não apenas na cadeia, mas em outros locais, como os de acolhimento de pessoas com problemas mentais.
O delegado explicou que a cadeia não negligenciou, tanto que foi aberto inquérito não contra o carcereiro, mas para apurar as circunstâncias em que o caso aconteceu, o que segundo ele, é um procedimento normal nessas situações. O inquérito foi arquivado pela Justiça em 5 de julho de 2012.
Quanto ao pedido de indenização, o delegado lembrou que a decisão vai depender da Justiça, que além de julgar se a ação é procedente ou não, também vai deliberar sobre o valor pedido pela família.