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Falta marketing

Editorial
24 de julho de 2017
Com o idealismo próprio de quem não nasceu em Jales, mas mora e trabalha na cidade desde os anos 80, recentemente uma profissional da saúde, paramédica, sugeriu à reportagem do Jornal de Jales que se fizesse uma campanha para mostrar a excelência do trabalho que é realizado não somente na Santa Casa, onde ela presta serviços, mas do conjunto do complexo  de atendimento  médico-hospitalar de Jales, aí incluídos a Unidade de Jales do Hospital de Câncer e o Ambulatório Médico de Especialidades (AME).
Argumentava a interlocutora que, em Jales, há um conjunto de profissionais de saúde de ótima formação além de uma estrutura tecnológica que nada fica a dever a algumas grandes cidades do Estado, com a diferença de que, por aqui, o tratamento dispensado aos pacientes é quase personalizado. Ou humanizado, como se diz no jargão médico.
Para não esticar muito a conversa, vale lembrar que a Santa Casa é a âncora de atendimento a 16 municípios da região diretamente e a um número incontável de outras localidades de estados limítrofes que para cá mandam seus docentes. 
Quanto ao Hospital de Câncer, os números são robustos. Desde que aquele espaço de cura foi inaugurado em 2010, os atendimentos só têm crescidos. A média diária, conforme dados oficiais, é a de mil procedimentos por dia, resultado do encaminhamento feito por profissionais de 92  municípios, sem contar quem vem de outros estados, inclusive do norte do país.
Quanto ao AME, na semana que passou, circulou o resultado de uma pesquisa, por todos os títulos, honrosa para Jales. O AME jalesense, que atende 103 mil habitantes de 17 municípios,  foi considerada a 7ª (sétima) melhor empresa do Brasil para trabalhar na área de saúde, conforme levantamento do Instituto Great Place to Work Brasil, em parceria com a Live Healthcare Media, fruto da fusão entre a IT Mídia e o Empreender Saúde.
Por todos estes motivos, justifica-se plenamente a sugestão da paramédica, assinante do Jornal de Jales, no sentido de valorizar os serviços que a cidade oferece no campo médico-hospitalar. 
Ou seja, a cúpula dirigente de Jales tem todas as razões para investir neste segmento, sem correr o risco de propaganda enganosa. Ao contrário, trata-se de divulgação de uma estrutura que a cidade efetivamente tem.
 Claro que campanha desta natureza deveria partir do poder público ou da própria Associação Comercial, na medida em que o paciente da região e dos estados vizinhos que vem a Jales não cuida somente da saúde, mas investe em compras, beneficiando principalmente o comércio.
Só que um projeto como esse exige uma equipe de marketing altamente profissionalizada e que, munidos das informações resumidas  neste editorial, os marqueteiros saibam vender este valioso produto com a necessária competência.