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Falta de profissionalismo e decepção de quem podia ser o melhor do mundo

Por Eduardo Martins
10 de março de 2019
Eduardo Martins
Palavra da moda no futebol moderno, o profissionalismo a cada dia tem se tornado algo mais importante no sucesso de um clube e de qualquer atleta de alto rendimento. Com Cristiano Ronaldo e Messi como grandes expoentes disso, ambos fazem história, conquistam títulos, se tornam dois dos maiores do esporte, enquanto Neymar faz o caminho inverso e deixa de lado a possibilidade de um dia ser o melhor jogador do mundo.
Após mais uma grave lesão no quinto metatarso do pé direito, uma fatalidade que pode acontecer com qualquer jogador, o camisa 10 iniciou recuperação para voltar o quanto antes aos gramados. Apesar disso, ao invés de se dedicar para retornar bem, ajudar seu clube na reta final da temporada e estar 100% fisicamente para a disputa da Copa América, o brasileiro decidiu vir ao Brasil e curtir o Carnaval ao lado de seus “parças”.
Historicamente as festas e a falta de profissionalismo se tornaram marca de alguns grandes jogadores brasileiros. Romário, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo são exemplos disso, mas apesar da curtição, todos garantiram grandes títulos aos seus clubes, conquistaram Copa do Mundo e se tornaram o melhor jogador do mundo.
Infelizmente um ponto que chama atenção é a forma como a carreira de Neymar é administrada desde o início. Ainda menino, quando começou a atuar pelo Santos, seu pai resolveu sempre estar ao seu lado e, hoje, aos 27 anos, a realidade permanece a mesma. 
Em momentos que o craque precisa ser cobrado, questionado por escolhas equivocadas, a decisão, muitas vezes, é passar a mão na cabeça do jogador, defender o que ele faz e o talento inquestionável do atleta acaba ficando de lado, assim como o sonho de se tornar um grande ídolo no Brasil e se consagrar na seleção nacional.
Muita coisa precisa ser mudada na cabeça de Neymar e na forma que sua carreira é administrada. Neymar é jogador de futebol profissional, não uma celebridade. Seu talento é inquestionável, não fica longe da qualidade que Messi e Cristiano Ronaldo possuem com a bola nos pés, mas o profissionalismo e sua mentalidade é completamente diferente.
A única solução para isso é o jogador colocar a cabeça no lugar, ser tratado e cobrado como um adulto e voltar a se dedicar, para talvez um dia chegar ao menos próximo de ídolos do futebol.

Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 3° ano de jornalismo da PUC-Campinas)