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Falou e disse!

Editorial
26 de janeiro de 2020
Embora quem nasce em Jales seja chamado de “jalesense”, há muita gente que não nasceu aqui, mas merece receber referido gentílico tanto quanto os filhos da terra.  
Tanto isto é verdade que o Regimento Interno da Câmara Municipal de Jales prevê a concessão do título de “cidadão jalesense” a homens ou mulheres que vieram de outras plagas, mas que, por conta das vinculações com a cidade e de participação ativa na vida comunitária fazem por merecer tal honraria. 
Ou seja, ser jalesense, no sentido mais amplo da expressão, não é somente nascer aqui. É preciso ir algo mais além disso como, por exemplo, comprometimento com as mais legítimas aspirações e as lutas históricas da terra onde vive. 
Na verdade, prestes a completar 79 anos de fundação no próximo dia 15 de abril, Jales é um município relativamente novo e que, somente de uns tempos a esta parte, começou a ter uma geração de jalesenses-raiz. 
Nos anos 70 e início dos 80, por exemplo, contava-se nos dedos os jovens que tinham nascido aqui. A cada 10 rapazes e/ou moças, metade viera de fora. 
Hoje, é diferente, mas a capacidade de sedução e o espírito de acolhimento de nosso povo são tão grandes que muitos resolveram ficar e constituíram família, passando a vestir a camisa de Jales. 
Um exemplo recente que cabe à perfeição nesta linha de raciocínio foi dado na edição do Jornal de Jales de domingo passado, 19 de janeiro, no artigo “Jales 2030”, de autoria do procurador da República, José Rubens Plates, publicado no espaço “Perspectivas”.
O ilustre integrante do Ministério Público Federal nasceu em Marília, mora em Jales há pouco mais de cinco anos, mas no texto tornado público nas edições impressa e digital do J.J.  expôs, sem rodeios, um apaixonado coração jalesense.  
Como se fosse morar aqui pelo resto da vida, Plates revelou preocupação com o futuro da cidade e a sintetizou sob a forma de reflexões sobre os mais variados assuntos. 
Em certo trecho do artigo ele perguntou: “Que Jales queremos? Qual cidade seremos capazes de construir nos anos vindouros?”, citando, uma a uma, questões que desafiam homens públicos e lideranças comunitárias. 
No parágrafo final, ele arrematou: “Respeitando na íntegra os seres humanos (de esquerda ou de direita, rico ou pobre, negro, branco ou índio, patrão ou empregado, bilionário ou indigente), tenhamos os pés e o trabalho em 2020 e a cabeça voltada no corredor até 2030. Sem ficar a reboque da vizinhança, faremos jus ao título de Jales, Centro de Região”;             
Resumo da ópera: ele falou e disse!