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EXPLODE CORAÇÃO! - Flamenguistas eufóricos com títulos em 24 horas

Por Deonel Rosa Junior
01 de dezembro de 2019
Ernesto Carioca, flamenguista há 69 anos: camisa, fotos e urubu, símbolo do time
A vitória de virada, por 2 a 1, nos minutos derradeiros , sobre o River Plate da Argentina no último sábado, dia 23, em Lima-Peru, garantindo o título  da Copa Libertadores da América, e   a conquista por antecipação  do Campeonato Brasileiro, no dia seguinte, 24, por conta da derrota do vice-líder Palmeiras contra o Grêmio de Porto Alegre, deixou os flamenguistas de Jales pisando sobre nuvens. 
Ouvidos pelo Jornal de Jales, quatro deles eram pura euforia na semana que passou. O mais antigo é Ernesto Moraes Tostes, 79 anos, servidor municipal aposentado, nascido em Campos de Goitacazes. Mais conhecido como Carioca, apelido que ganhou ao chegar em Jales, em 1961, para jogar profissionalmente pelo Clube Atlético Jalesense, ele conta que começou a torcer pelo Mengo em 1950, quando tinha 10 anos.
Embora seu pai fosse torcedor do Fluminense, a mãe era Flamengo, o que influenciou três filhos, inclusive o próprio Carioca. O quarto virou vascaíno. 
Para ele, apesar do belo futebol que o time está jogando agora, o maior craque da história do Flamengo foi Zico, campeão mundial em 1981, seguido de Evaristo de Macedo, nos anos 60, primeiro brasileiro a atuar pelos dois gigantes espanhóis— Barcelona e, depois, Real Madri. 
Dos três filhos, dois são flamenguistas doentes —César, bacharel em Direito e serventuário da justiça em Mogi das Cruzes, e Kátia, atualmente advogando em Casimiro de Abreu, na Baixada Fluminense. Marcelo, o terceiro, não se liga em futebol, preferindo música e rádio. 

ELES JÁ SABIAM
O Jornal de Jales também foi ouvir três moradores da cidade que, embora paulistas, só torcem pelo Flamengo, não tendo preferências clubísticas adicionais— o advogado criminalista Luís Fernando de Paula, o mecânico Moacir Machado Faria e o construtor Alberto Costa Figo. 
Luís Fernando, 39 anos, revelou que torce pelo Flamengo desde 1985, influenciado por alguns amigos e pelo excelente time da época. Sobre as conquistas, ele admite: “esperava ser campeão dos dois sim, só que não em 24 horas”. O advogado tem boas expectativas em relação à disputa do título mundial interclubes em face do excelente momento da equipe, mas sabe das dificuldades que encontrará. “Estarei na torcida”, 
O mecânico Moacir, 49 anos, diz que é flamenguista desde 1980 pela admiração ao jogador Zico, astro do time campeão mundial em 1981. Ele conta que, com 10 anos e morando em Campinas, foi a uma banca de jornais e comprou a edição extra da revista “Placar”, com tudo sobre o título. Moacir sempre acreditou na conquista da Libertadores e do Brasileiro. Tanto que assistia aos jogos, quase sempre na Brasil Conveniência, com a camisa do time nas três versões—a tradicional rubro-negra, a branca e a azul arroxeada. 
Alberto Costa Figo, 41 anos, torce pelo Fla desde 1985. A paixão nasceu no dia em que ele, levado pelo pai, torcedor do São Paulo, foi assistir a um jogo contra o Flamengo, que venceu. A partir daí, virou rubro-negro de coração. Mais conhecido como “Beto Pedreiro”, ele disse que confiava nos dois títulos e também acha possível ganhar o mundial interclubes. “Tenho uma expectativa muito grande”.