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Ex-servidora acusada de desvios na Prefeitura beneficiada com prisão domiciliar

Segundo a PF, Érica teria desviado entre 5 e 10 milhões de reais dos cofres públicos entre 2008 e 2018 .
14 de agosto de 2018
A ex- servidora Èrica foi presa pelos policiais federais no dia 31 de julho

Em decisão de hoje,14 de agosto, no início da tarde, o desembargador Diniz Fernando Ferreira da Cruz, da 1ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo concedeu liminar em habeas corpus protocolado pelos advogados jalesenses Carlos Oliveira Mello e Gustavo Baldan em favor de Érica Cristina Carpi, ex-diretora financeira da Prefeitura Municipal de Jales, principal protagonista da Operação Farra no Tesouro deflagrada pela Polícia Federal no dia 31 de julho.

Segundo a PF, Érica teria desviado entre 5 e 10 milhões de reais dos cofres públicos entre 2008 e 2018 e, por esta razão, está sendo investigada pelos crimes de peculato, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistema e lavagem de dinheiro.

Em sua decisão, o desembargador decidiu acolher os argumentos dos advogados e conceder prisão domiciliar à ex-servidora baseado em decisão do Supremo Tribunal Federal em outro caso, elencando três motivos:

1) possui uma filha menor, que conta atualmente com quatro anos de idade; 2) não teria cometido mediante violência; 3) é primária.