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Ex-estagiário do Jornal de Jales faz vídeo sobre trabalho solidário

por Luiz Ramires
08 de julho de 2018
Os dois palhaços pedem licença para entrarem em quarto de hospital onde foram divertir os pacientes
“Sob as lentes do vídeo documentário: a solidariedade colorindo as paredes brancas de um hospital”. Este é o título do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) apresentado por Rafael Honorato e Tabatha Fernandes, estudantes de Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo da Fundação Educacional de Fernandópolis, tendo como orientadora a professora mestre Glauciane Pontes Helena Franco. O objetivo geral foi apresentar uma reflexão sobre a importância de ser solidário, sob as lentes de um documentário.
Desde o primeiro semestre do curso Rafael foi estagiário do Jornal de Jales e depois foi convidado para continuar estágio na TV TEM, o objetivo geral foi apresentar o trabalho, segundo seus realizadores optaram pelo vídeo documentário que expõe um assunto atual e relevante: a solidariedade. A proposta é apresentar uma reflexão profunda e reveladora sobre o tema, mostrando ações solidárias realizadas voluntariamente por jovens que se vestem de palhaços e prestam um trabalho na Santa Casa de Misericórdia de Votuporanga.  
Na avaliação de Rafael e Tabatha, trata-se de uma abordagem de extrema urgência, uma vez que, tanto no Brasil, como no mundo, o número de ações solidárias apresentou recente queda, segundo estudo da Charities Aid Foundation (CAF), importante organização internacional sem fins lucrativos, criadora do Índice Global de Solidariedade.

PORQUE VÍDEO
O vídeo documentário, segundo seus autores, valoriza os fatos individuais e peculiares, muitas vezes expõe as mazelas de uma sociedade esquecida pelo resto. É através dele que o público em geral tem a possibilidade de conhecer o mundo existente além de onde seus olhos podem enxergar e perceber que não são em todos os lugares, onde o povo tem a chance de ter uma educação digna, uma moradia descente e uma alimentação recomendada. Com a linguagem documental, o autor consegue tocar na ferida das pessoas e fazer com que reflitam diante da realidade apresentada. 
Rafael e Tabatha destacam que o palhaço faz parte de praticamente todas as culturas da humanidade. A figura de palhaço como uma pessoa caracterizada com adereços coloridos, a fim de provocar risos e sentimentos positivos como a qual conhecemos hoje em dia, surgiu em alguns países da Europa durante a Idade Média.

O GRUPO
“Os palhaços – Operação Saúde” foi criado em 2016 por iniciativa do ator e palhaço Álvaro Rovares, que há mais de 10 anos fazia parte de outro grupo de palhaços de hospitais na região. Ele sentiu a necessidade de sair do grupo em que estava e criar um novo, para que o trabalho fosse disseminado ainda mais pelas cidades do noroeste paulista.
O grupo votuporanguense desenvolve um trabalho de cunho artístico dentro do hospital e tem o intuito de fomentar a figura do palhaço no ambiente hospitalar, apresentar esse trabalho para todos os pacientes, mas em especial as crianças. A ideia é apresentar a todos, inclusive aos profissionais da saúde e estudantes de medicina, uma forma lúdica de transformar o ambiente em que estão.
Para Álvaro Rovares, quanto mais se aprende sobre o papel da alegria, a relação do palhaço com a criança, o significado verdadeiro de saúde, mais se quer passar tudo isso pra frente.