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Eu acredito

Por José Magalhães Rocha
06 de janeiro de 2019
José Magalhães Rocha
Em um ano que começa com mudança de governo, com uma mentalidade diferente dos últimos presidentes e consequentemente com propostas também bastante diferenciadas, é evidente que o empresariado fica na expectativa do que poderá acontecer nos próximos 12 meses e depois, nos quatro anos da nova administração.
Sem dúvida, entre todos os desafios dos novos governantes, o maior é no campo da economia. Na esfera federal, apesar do otimismo, acho que não devemos esperar grandes avanços no curto prazo, acredito numa taxa de câmbio estável (entre R$3,80 e R$4,00) e numa redução gradativa do desemprego chegando a 1 p.p., ou seja, chegaremos ao final do ano com uma taxa próxima de 10%. 
No âmbito estadual acredito em melhorias, mesmo porque o nosso estado, ainda que com dificuldades financeiras, está com as contas públicas mais controladas que a maioria dos estados brasileiros. 
Em termos locais, baseado nas quatro empresas que auxilio na gestão onde todas apresentaram vendas em dezembro/18 aproximadamente 10% superior a dezembro/17, e no caso da indústria, já inicia com pedidos em carteira suficiente para se atingir o ponto de equilíbrio no primeiro mês do ano, vejo com otimismo pois, além disso, acredito na consolidação das empresas instaladas recentemente no município e na ampliação das já existentes há anos. Sugiro porém que, sem deixar de lado a perseguição para atrair novas empresas, não deixemos de apoiar as que aqui estão. 
Lembrando o economista Joelmir Betting que em suas palestras costumava dizer que “o otimismo nada melhora, mas o pessimismo tudo piora”, reforço que nenhum otimismo ou melhoria de ambientes externos substitui uma administração eficiente, com utilização de ferramentas de gestão que permite conhecer os reais resultados do seu negócio e o uso inteligente deste resultado visando o crescimento e a perpetuação de sua empresa.

José Magalhães Rocha  
(Consultor empresarial)