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ESTRELA SOLITÁRIA

Nascida e criada em Jales onde viveu até os18 anos, ex-aluna da Escola Estadual Dr. Euplhy Jalles,de onde saiu para estudar Enfermagem na PUC de Campinas, a deputada estadual Analice Fernandes (PSDB), representa a presença solitária da mulher jalesense.
11 de março de 2018
Deputada estadual Analice Fernandes, única mulher nascida e criada em Jales, com mandato eletiv
ESTRELA SOLITÁRIA- Nascida e criada em Jales onde viveu até os18 anos, ex-aluna da Escola Estadual Dr. Euplhy Jalles,de onde saiu para estudar Enfermagem na PUC de Campinas, a deputada estadual Analice Fernandes (PSDB), representa a presença solitária da mulher jalesense exercendo mandatos, o que motivou o editorial deste domingo refletindo a ausência de representantes do sexo feminino em postos de comando. 

OPERAÇÃO RETORNO- Eleita pela primeira vez em 2002, quando era conhecida em Jales apenas como a filha do comerciante Avenir Fernandes, que tinha bom trânsito nos meios evangélicos, ela deslanchou quando se tornou secretária de Promoção Social de Taboão da Serra, na Grande São Paulo,  onde o marido, médico Fernando Fernandes, era prefeito, Analice fincou raízes na região de Jales e, cumprindo promessa de campanha, instalou escritório político que funciona há 16 anos, sempre aberto para prefeitos e vereadores .

“VAMOS, BRASIL”- Com este brado, o delegado de polícia Edson Sakashita encerrou video em que se colocou como pré-candidato a deputado estadual, em dobradinha com o jurista Luiz Flávio Gomes, candidato a deputado federal: Sakashita disse no clipe que tem 23 anos de carreira combatendo o crime e defendeu a ideia de que se deve atacar as causas e não as consequências que redundam em criminalidade.

ESQUENTA – Na verdade, não chega a ser exatamente novidade a possível dobradinha do jurista com o jalesense. Os primeiros sinais de fumaça começaram a ser percebidos no dia 12 de dezembro do ano passado, portanto há menos de três meses, quando Luiz Flávio esteve em Jales para fazer palestra para advogados e convidados na Câmara Municipal. Antes, ele fez pit-stop na Central de Polícia Judiciária para um encontro com policiais, a convite de Edson e na presença do delegado seccional de Polícia, Charles Whiston de Oliveira.  

O LADO DELE – Antes da ida ao encontro com os policiais, Luiz Flávio Gomes deu entrevista do Jornal de Jales no saguão do Grandes Lagos Park Hotel ao longo da qual detonou os políticos em atividade. Só depois de perguntado, ele disse que era pré-candidato a deputado federal. E, apertado, revelou o partido — “Podemos”, do senador Álvaro Dias, que será candidato a presidente da República.

TRAÇO DE UNIÃO-  As ligações entre Edson Sakashita e Luiz Flávio remontam aos tempos em que Andréa Gouveia Sakashita, esposa do policial, conquistou o direito de explorar a marca LFG Cursos, verdadeira grife no ramo do Direito, ministrando cursos on-line complementares para quem estava entrando na carreira ou se preparando para concursos. Hoje, a LFG (iniciais do jurista) de Jales ampliou suas atividades e abriga até Curso de Psicanálise reconhecido pelo MEC em parceria com o Instituto Brasileiro de Psicanálise Contemporânea.

SABEDORIA- D. Demétrio Valentini, bispo emérito de Jales, chegou aos 78 anos e continua dando lições de sabedoria. Por exemplo, na última quinta-feira, 8 de novembro, Dia Internacional da Mulher, ele produziu um texto sobre a data lido no final da missa das 6 e 20 da manhã, no Santuário da Santíssima Trindade, por este comentarista e inserido na edição eletrônica do Jornal de Jales (www.jornaldejales.com.br).

PRECONCEITOS - Depois de lembrar que, “por muito tempo pesou sobre as mulheres uma carga de preconceitos, que aos poucos precisa ir sendo removida” e ainda que foi só a partir de 1930 que as mulheres puderam votar”, ele se referiu à presença ainda reduzida de mulheres nos quadros políticos, aliás tema do Editorial desta semana na página anterior.

AUTOCRÍTICA- Na parte final do texto, o religioso, que é um homem livre e de bons costumes, não poupou nem a Igreja. Em tom direto e franco, ele escreveu, a propósito do leque de direitos, que devem ser progressivamente aceitos e implementados: “é deste reconhecimento que aos poucos vai se abrindo espaço, para que a mulher possa marcar sua presença, tanto na sociedade como na Igreja”.

AUTOCRÍTICA (2)- No final, foi mais explícito ainda: “Como a Igreja é portadora de uma longa história, não é de estranhar que em sua tradição ainda persistam posturas preconceituosas contra as mulheres. Fica muito estranho quando se nega às mulheres a função de preparar a mesa do altar, quando em casa são elas que preparam a mesa da família. Esta pode se tornar uma referência segura para avançar na superação dos preconceitos que ainda persistem contra as mulheres”.