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ESTRELA – Eleitores e simpatizantes do PT de Jales, que passaram o primeiro e o segundo turnos longe das ruas, defendendo a cor vermelha do partido apenas em renhidos embates nas plataformas digitais ...

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04 de novembro de 2018
O presidenciável Jair Bolsonaro no Japão, em fevereiro deste ano, com o promoter Makuda, o empresário jalesense Toshiro Sakashita e o deputado federal Luiz Nishimori, presidente da Liga Parlamentar Brasil-Japão
ESTRELA – Eleitores e simpatizantes do PT de Jales, que passaram o primeiro e o segundo turnos longe das ruas, defendendo a cor vermelha do partido apenas em renhidos embates nas plataformas digitais, deram sinal de vida no dia da eleição. Nos portões de acesso aos locais de votação, puderam ser vistos jogados no chão panfletos atacando Jair Bolsonaro com o título “Ele não”.

SINAL AMARELO – A forte aproximação do governador Márcio França (PSB) na disputa com João Dória (PSDB) pelo 1º lugar no pódio do 2º turno acendeu o sinal amarelo entre as principais lideranças do PSDB e partidos coligados nos últimos dias de campanha. Concentrações em Santa Fé do Sul, Votuporanga e São José do Rio Preto na véspera da eleição mostraram que a disputa estava indefinida. Uma intercorrência de última hora envolvendo o deputado federal Rodrigo Garcia (DEM), candidato a vice-governador, cujo avião não conseguiu aterrissar em Votuporanga, deixou seus correligionários com os cabelos em pé.

BLOCO NA RUA – Se o candidato a vice não conseguiu prestigiar os encontros de Votuporanga e Santa Fé, ele se juntou ao prefeito Edinho Araujo (MDB) e fez corpo-a-corpo nas ruas e avenidas do centro e dos locais de maior trânsito de São José do Rio Preto. 

CANTO DA SEREIA – O resultado final da eleição para governador no 2º turno mostrou que o bom tratamento regado a liberações de verbas dispensado pelo governador Márcio França e os secretários estaduais, além de promessas de mais recursos para o futuro próximo, fizeram a cabeça dos prefeitos de municípios menores. Na microrregião de Jales, que engloba as zonas eleitorais de Jales, Urânia, Palmeira d’Oeste e Santa Fé do Sul—ao todo, 20 municípios — França ganhou em 13. 

PISTA DUPLA - Em compensação, nos municípios maiores situados ao longo do chamado vale seco da rodovia Euclides da Cunha, só deu João Dória, que venceu em Jales, Santa Fé do Sul, Fernandópolis, Votuporanga, Tanabi, Mirassol e São José do Rio Preto. 

RETA DE CHEGADA – Durante o domingo todo, houve uma frenética troca de telefonemas entre prefeitos simpáticos a Dória e a Márcio França. Paralelamente, assessores da deputada estadual Analice Fernandes (PSDB), que fez campanha para o tucano, e do deputado estadual Itamar Borges (MDB), que fechou com França, completaram a correria da reta final.

ALÍVIO – Os correligionários da dupla João Doria-Rodrigo Garcia só saíram do estresse por volta de 17 horas quando o Ibope divulgou a pesquisa de boca de urna, dando vitória de quatro pontos percentuais para o tucano (52 a 48%). Mesmo assim, os mais precavidos só ergueram o primeiro brinde lá pelas 20 horas depois que os comentaristas da tevê disseram que a fatura estava liquidada. 

REFUNDAÇÃO – O sufoco que Dória tomou no 2º turno deixou sequelas no PSDB. Em visita à redação do Jornal de Jales na tarde de quarta-feira, dia 31, Carlos Cardoso, presidente do Diretório Municipal do PSDB, opinou que o partido terá que se reinventar. Para ele, se os tucanos quiserem ser competitivos terão que renovar a cúpula em São Paulo e Brasília. Ele disse ter ficado mal impressionado com o que viu numa reunião do Diretório Nacional, há cinco meses, quando algumas lideranças mal conseguiam andar. Cardoso adiantou também que a deputada Analice, da qual é assessor parlamentar, manterá a estrutura política que montou em Jales há 16 anos. 

PEDRA CANTADA – A vitória esmagadora de Jair Bolsonaro (PSL) no Japão não surpreendeu o empresário binacional Carlos Toshiro Sakashita. Dono da Rede Sakashita de Supermercados, com lojas em nove cidades, e sócio-majoritário da Biscoitos Keleck, que já está nas gôndolas de supermercados de 14 estados, além de negócios no Japão, Toshiro comentou na segunda-feira, um dia após a eleição, que o placar eleitoral dilatado tinha a ver com a passagem de Bolsonaro por aquele país no início do ano, a convite da Liga Parlamentar Brasil-Japão. 

PEDRA CANTADA (2) - Conforme registrou esta coluna na edição de 4 de março deste ano, Toshiro estava no Japão quando Bolsonaro, então vice-líder nas pesquisas brasileiras, perdendo apenas para o ex-presidente Lula, visitou aquele país, tendo sido recebido em algumas cidades como se fosse um popstar. Em Oizumi, por exemplo, cidade com 28 mil habitantes, dos quais 10% de brasileiros, os patrícios disputaram espaço na base do empurrão para fazer selfies com o presidenciável.
  
PORTA DA ESPERANÇA – O empresário jalesense lembrou que os brasileiros fizeram um apelo a Bolsonaro que, caso ganhasse a eleição, criasse as condições para que o governo gerasse empregos e renda no país de origem. “Não estamos aqui porque queremos, mas pela necessidade”, disseram alguns a Bolsonaro.

EM NOME DO PAI – Quem assistiu à missa de domingo passado, 28, às 7 e 30 da manhã, na Catedral de Jales, ficou surpreso com o conteúdo da homilia (sermão) de Dom Reginaldo Andrietta. O religioso, que vinha sendo questionado nos bastidores por alguns fiéis incomodados com o que dizia no púlpito sobre a eleição, não tocou no assunto. Mas, nesta edição, na página anterior, no espaço ocupado pela diocese há 35 anos, ele fez uma análise do pleito.