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Estiagem castiga a região. Há mais de 3 meses não chove em Jales

por Rafael Honorato
29 de julho de 2018
A equipe do J.J. flagrou quando essa área no Distrito Industrial II estava em chamas na quarta-feira, dia 25 de julho
Hoje faz exatos 105 dias que não chove em Jales. A última vez que o solo por aqui teve um refresco foi na madrugada do dia 15 de abril, quando choveu 23,8 milímetros, de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet. Durante o mês todo de abril, foram 48,6 milímetros. 
De acordo com a meteorologista do Inmet em São Paulo, Helena Turon Balbino, o motivo pra essa estiagem é um sistema de alta pressão que está sob boa parte do Brasil. Esse sistema faz com que o ar frio desça da atmosfera e seja jogado para os polos do país, regiões norte e sul. Já mais próximo da área central, que é onde vivemos, o clima tende a ficar seco e o céu com poucas nuvens. 
Ela explica que isso é uma condição normal e que deve continuar no mês de agosto. Segundo a meteorologista, é difícil prever quando as chuvas voltam, mas se tudo correr dentro da normalidade, deve ser só em setembro.  
“Prever o clima é algo muito complicado, ele muda a todo instante. As chuvas podem sim chegar antes do período próprio, que é no final de setembro, mas não podemos contar muito com isso. Por isso a orientação é que a população economize água e continue tomando todas as medidas necessárias para manter a saúde em dia”, disse a meteorologista.
QUEIMADAS
É só o tempo ficar seco e as chuvas cessarem que as ocorrências de incêndio aumentam tanto na zona urbana quanto na rural. Em janeiro, mês marcado pelo alto índice de chuvas e que esse ano teve mais de 450 milímetros em Jales, o Corpo de Bombeiros registrou 13 focos de incêndio na região. Já em julho, quando a chuva foi zero, só na primeira quinzena tiveram 56 incêndios, a maioria em terrenos baldios.  Desde o início do ano, só os bombeiros de Jales atenderam quase 200 ocorrências de incêndio. 
Em Fernandópolis os números são ainda mais preocupantes. De janeiro a julho houveram 230 focos de incêndio. Em Votuporanga a quantidade é semelhante a de Jales, 199, e Santa Fé do Sul tem o menor índice, pouco mais de 124 focos. 

CONSEQUENCIAS
Ainda segundo a meteorologista do Inmet, a umidade do ar automaticamente tende a ficar mais baixa com a falta de chuva. Em julho foi registrado 21% no período da tarde em Jales, isso quando o tido como ideal pela Organização Mundial da Saúde é acima de 60%. 
As doenças respiratórias são as mais frequentes nesse período, como rinite, asma e bronquite. A orientação é sempre se manter hidratado, evitar a prática de exercícios nos períodos em que o sol estiver mais forte, umedecer o ambiente com umidificadores ou bacias de água, deixar a casa sempre limpa e arejada. 
Os animais de estimação também merecem atenção especial, pois assim como os humanos, eles também sentem os reflexos da estiagem. A orientação dos veterinários é que os donos coloquem mais recipientes com água pela casa, evitem passear com os bichinhos no período em que o sol é mais forte, das 10h as 17h e qualquer sintoma anormal que o animal apresentar levar imediatamente à um médico veterinário.