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Enfim, férias! Não... espera...

Por Eduardo Britto
23 de junho de 2019
Eduardo Britto
“São 12h e 50min. Sexta-feira. Encerramos o primeiro semestre. Graças à Deus, férias! Passo pelo portão do cursinho com aquela sensação de liberdade e tranquilidade que terei semanas de descanso para esfriar minha cabeça. Talvez, até, uma viagem rápida de uma semana na casa dos meus tios e primas pode acontecer.
Continuo andando pelo caminho até em casa e a sensação de que estou de férias é maravilhosa. Lembro até daquela série que gosto, mas faz meses que não assisto por causa dos estudos. Ah... tem o cinema também! Vi que alguns filmes serão lançados e, pelo menos dois, não posso perder.
Falta pouco para chegar em casa. Agora o sorriso aumenta porque não precisarei acordar às 5h 30min já na próxima segunda-feira e isso é magnífico. A cada 3 minutos de caminhada várias coisas boas vão pintando na cabeça para fazer nessas semanas de férias. Afinal, depois vem o segundo semestre e a situação aperta novamente....
Chego em casa, jogo a mochila no chão do quarto e desabo na cama. Fecho os olhos e curto mais um pouco essa sensação. É demais! Indescritível! Foram os primeiros cinco meses e já senti que a carga de estudos foi pesada.
Mas.... abro os olhos.... a primeira paisagem na minha frente são os livros obrigatórios. Li menos dá metade. Olho do lado esquerdo e vejo outra sequência de anotações sobre a escrivaninha daquilo que não consegui finalizar os estudos. À direita, tem outra pilha com listas de exercícios mais difíceis que resolvi pouco mais da metade. 
Fecho os olhos de novo e mentalizo minha férias debaixo de ruínas. E agora!? Curto as férias ou me afundo em estudar?”
Esse breve relato pode ser creditado a inúmeros estudantes que entram de férias neste mês de julho. A grande questão que paira em seus pensamentos é como administrar as férias e os estudos. Pensar no que fazer ou descansar. Curtir ou colocar a matéria em dia. Enfim, o que esperar de Julho?
Na verdade, é necessário o aluno conciliar as duas situações e, se possível , ao mesmo tempo. Não caia de cabeça nos estudos e muito menos apague os interruptores ligados no vestibular. Monte um cronograma capaz de relaxar e, ao mesmo tempo, manter-se conectado com o seu objetivo maior do ano que é a aprovação. 
Assim, recomendo que se pense primeiro nos momentos de descanso. Acordar um pouco mais tarde, praticar alguma atividade extra, programar algum evento, encontrar alguns amigos, namorar um pouco mais, ler algo fora da temática de vestibular visitar pessoas e lugares interessantes são alguns pontos que você deve privilegiar. O estudante precisa de descanso porque, se tudo der certo, (e vai dar) serão mais 7 meses de estudo, dedicação, ansiedade e comprometimento. O segundo semestre é muito mais intenso que o primeiro. Sem descanso, sem êxito!
Por outro lado, desconectar totalmente do vestibular e dos estudos é um erro drástico. Primeiro, porque realmente você pode aproveitar, de maneira leve e menos intensa, o período para realizar leituras obrigatórias ou sanar as dúvidas de alguma matéria que apresenta dificuldades. Reserve algumas horas do dia para esse momento. Nada de tão intenso e nem maçante. Faça em ritmo de treino para manter o estudo durante o período. Esse momento é importante também para que, quando voltar as aulas, não sentir dificuldade em retomar a rotina de estudos.
Além disso, é interessante conciliar atividades culturais com temas que podem aparecer no vestibular. Uma visita ao museu, uma exposição de artes, um filme ou um show musical pode conter informações e conhecimento capaz de contribuir para sua prova de redação, por exemplo.
Boas férias! Bom descanso! Divirta-se com responsabilidade. 

Eduardo Britto 
(Professor de Geografia do Colégio e Curso Objetivo de São Paulo, graduado pela UNESP, especialista em Gestão Ambiental pela UFSCAR e Mestre em Ensino de Ciências pela UFMS)