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EMBORA em alguns estados, incluindo o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, o dia 20 de novembro seja feriado, o Dia da Consciência Negra não faz parte do calendário oficial no Estado de São Paulo...

Contexto
18 de novembro de 2018
EMBORA 
em alguns estados, incluindo o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul, o dia 20 de novembro seja feriado, o Dia da Consciência Negra não faz parte do calendário oficial no Estado de São Paulo, onde apesar disso, em nada menos do que 101 cidades, incluindo a Capital, a data é comemorada com mais um dia sem trabalho.

NO PAÍS,
a data foi incluída no calendário escolar em 2003 e em 2011 foi criada a Lei 12.519 que instituiu oficialmente o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, sendo que o feriado foi instituído em 1044 municípios, conforme dados da Secretaria de Promoção de Políticas Públicas da Igualdade Racial.

JALES
não está incluída nesse calendário pois na época, apesar de um projeto nesse sentido ter sido encaminhado para aprovação da Câmara, os vereadores entenderam que o mesmo deveria ser rejeitado, a maioria argumentando que já existiam dois feriados no mesmo período, nos dias 2 (Finados) e 15 (Proclamação da República). 

O MESMO
argumento foi utilizado para não aprovar o feriado em outras cidades da região, onde a data foi instituída oficialmente apenas em Santa Albertina, Pereira Barreto e Araçatuba, sendo que em algumas, como em São José do Rio Preto, houve muita polêmica em torno do assunto, por parte dos defensores e dos que consideravam prejudicial mais um feriado, principalmente para o comércio.

SE
o dia 20 de novembro deve ou não ser feriado depende da avaliação de cada município, mas o fato é que a data precisa ser muito bem trabalhada no sentido da conscientização da população sobre as diferenças, que chamam a atenção quando se trata da situação do negro no país.
 
DADOS 
do estudo “A Voz e a Vez, a Diversidade no Mercado de Consumo Empreendedorismo”, do Instituto Locomotiva, revelam, por exemplo, que 82% dos empreendedores negros não têm CNPJ, ou seja, trabalham na informalidade e como se não bastasse, a sua renda média equivale à metade dos não negros. 

A SITUAÇÃO
não é diferente, quando se trata da representatividade, pois segundo esse mesmo estudo, na propaganda, por exemplo, 90% da atuação nos anúncios é de brancos, quando se sabe que 54% da população é composta por negros e pardos. (Luiz Ramires)