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EM TEMPOS de Lava-Jato fica cada vez mais evidente que a impunidade já não é privilégio dos ricos ...

Contexto por Luiz Ramires
18 de setembro de 2017
EM TEMPOS
de Lava-Jato fica cada vez mais evidente que a impunidade já não é privilégio dos ricos, políticos ou poderosos de qualquer área de atuação, embora muitos continuem escapando das grades com recursos de advogados caríssimos, mas com a ansiedade de que a qualquer momento a situação possa inverter.  

ACONTECE 
que a Lava-Jato é apenas mais um instrumento para dar exemplo de como a Polícia, o Ministério Público e a Justiça de 1ª Instância podem proceder para reduzir os crimes do colarinho branco.

OUTRO
instrumento poderosíssimo, se não para prender, pelo menos para denunciar, expondo abusos cometidos pelos que dizem defender os interesses do povo, é a internet, com poderes até para afastá-los de futuras pretensões políticas ou de conquistas de cargos importantes, influentes e muito bem remunerados.

É ESSE
instrumento, aliado aos mecanismos de apuração que passam a contribuir para inibir cada vez mais as tentativas de lesar os cofres públicos, mesmo porque existem leis feitas exatamente para dar transparência aos atos administrativos em todas as esferas.

UMA 
dessas leis é a Lei Federal nº12.527/11 que passa a ser aplicada no âmbito da Câmara Municipal de Jales, através do Projeto de Resolução nº 5 que cria o Serviço de Informação ao Cidadão, para, como diz o próprio texto aprovado, “assegurar às pessoas naturais e jurídicas o direito de acesso à informação, que será proporcionado mediante procedimentos objetivos e ágeis, de forma transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão”.

MAIS
que uma exigência legal, importa que a partir de agora vai ser mais difícil o cidadão dizer que não sabe o que está acontecendo no Legislativo e quais leis o Executivo está mandando para votação.

E TEM 
mais: se não concordar com alguma coisa que viu ou quiser apresentar suas posições pessoais, qualquer jalesense também vai poder se manifestar, por força de outro projeto que criou a ouvidoria do Legislativo que como diz o texto, “constitui-se de um canal aberto para o recebimento de solicitações, pedidos de informações, reclamações, sugestões, denúncias e quaisquer outros encaminhamentos da sociedade, desde que relacionados à Câmara Municipal.  

O TEMPO
vai dizer se a população saberá usar e cobrar o funcionamento adequado de mais esses instrumentos criados em sua própria defesa. (LR)