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Em busca da América

por Lucas Rossafa
24 de dezembro de 2017
Lucas Colombo Rossafa
O sorteio da Copa Libertadores da América, realizado na última quarta-feira, em Luque, no Paraguai, definiu o caminho de três clubes paulistas na competição mais importante da próxima temporada. Em comum, Corinthians, Palmeiras e Santos têm um adversário argentino na fase de grupos, além de, no mínimo, uma viagem com logística complicada.
Heptacampeão brasileiro em 2017, o Timão tem o Independiente como principaloponente. O tradicional clube argentino, maior vencedor da Libertadores (7 títulos) e atual campeão da Copa Sul-Americana, aparece como postulante à primeira colocação. Fecham a chave o Millonarios, da Colômbia, e o Deportivo Lara, da Venezuela – ambos levaram as taças nacionais em seus países.
A logística corintiana é ruim. Até Buenos Aires, são duas horas e meia de voo. Por outro lado, são cerca de seis horas até Bogotá e outras tantas a Caracas. Viajar até solo venezuelano será o trajeto mais desgastante. A solução mais provável é fretar um avião e percorrer outro trecho de ônibus.
Com o elenco recheado de boas opções, o pressionado Palmeiras vai desafiar o Boca Juniors, Alianza Lima, do Peru, e um oponente que vem da fase prévia (Carabobo, Guaraní, Olímpia, Junior Barranquilla ou Montevideo Wanderers). O time de La Bombonera é, obviamente, o mais forte. Atravessar o continente para atuar em terra peruana também pode atrapalhar. As viagens diretas e sem escalas duram em torno de cinco horas. A tendência é que o Alviverde frete aeronaves nas viagens sul-americanas para facilitar a programação de treinamentos.
O quarto e desconhecido participante que causa maior preocupação é o time da Colômbia. Voar até Barranquilla e enfrentar o atual semifinalista da Copa Sul-Americana não é das tarefas mais agradáveis. A melhor alternativa é o Wanderers, cujo elenco é fraco e a ida até Montevidéu é mais acessível.
Já o Santos, tricampeão continental, vai enfrentar Estudiantes, da Argentina, Real Garcilaso, do Peru, e uma das quatro equipes classificadas das fases anteriores – Chapecoense, Nacional, Banfield ou Independiente Del Valle.Os argentinos, tetracampeões da Libertadores, fazem campanha irregular no nacional e, ao que tudo indica, são os principais rivais.
Vice-campeão peruano, o Garcilaso tem pouca tradição no cenário continental, já que foi criado em julho de 2009. Assim como neste ano, quando sofreu na altitude de La Paz, o Peixe vai até Cusco, 3.350 metros acima do nível do mar. Como não há voos diretos de São Paulo para o destino final, a viagem com escala tem cerca de oito horas e meia.
Quem participa de Libertadores não pode escolher adversário, nem usar os longos deslocamentos como argumentos nas derrotas. Além de montar um grupo competitivo, é preciso saber competir. Para tanto, é só analisar os últimos vencedores. Nenhum teve elenco astronômico, mas contou com excelente comando técnico e superação em momentos adversos.
Em clima de Natal, resta pedir ao Papai Noel muita sorte ao seu time para 2018.

Lucas Colombo Rossafa
 (jalesense, aluno do 3°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 

Twitter @lucas_rossafa