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ELEIÇÕES LIMPAS – Não será surpresa para esta coluna se o Ministério Público Federal em Jales e a Subseção de Jales da Ordem dos Advogados do Brasil, a exemplo do que fizeram em agosto do ano passado quando promoveram o Simpósio “30 anos de Constituição – A luta contra a corrupção”, juntarem forças

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26 de janeiro de 2020
Procurador da República, José Rubens Plates, e presidente da OAB, Marlon Livramento, estudam possibilidade de simpósio sobre eleições.
ELEIÇÕES LIMPAS – Não será surpresa para esta coluna se o Ministério Público Federal em Jales e a Subseção de Jales da Ordem dos Advogados do Brasil, a exemplo do que fizeram em agosto do ano passado quando promoveram o Simpósio “30 anos de Constituição – A luta contra a corrupção”, juntarem forças novamente. Desta vez, a motivação será a realização das eleições municipais. Fonte da coluna garante que o procurador da República, José Rubens Plates, e o presidente da OAB, advogado Marlon Livramento, já tiveram uma conversa preliminar.

FAKE NEWS – Em princípio, o objetivo é sensibilizar os dirigentes partidários  dos municípios abrangidos pela Subseção  da OAB —comarcas de Jales, Urânia e Palmeira d’Oeste— para que estimulem os pré-candidatos a prefeito, vice e vereadores a participarem  do simpósio sobre eleições e sejam informados sobre legislação eleitoral e as penalidades a que todos estarão sujeitos.  Se o simpósio efetivamente acontecer, uma das palestras será sobre fake news, ou seja, notícias falsas, a grande praga das redes sociais.

ESQUENTA – O empresário e suplente de deputado estadual Luís Henrique Moreira, pré-candidato a prefeito pelo PSDB, dedicou o mês de janeiro para seus negócios particulares. Mas, aos mais próximos já avisou que a partir do dia 1º de fevereiro, seu time estará em campo aplainando o caminho para a campanha eleitoral.    

PÉ NA AREIA – A propósito de eleições, assinante deste jornal garante ter havido   encontro em uma das praias do Guarujá, na semana retrasada, do prefeito Flávio Prandi Franco (DEM) com o empresário Junior Ferreira, ex-provedor da Santa Casa, sempre incluído na lista de prefeituráveis. Como perguntar não ofende, afinal de contas o encontro foi casual ou premonição?

MUDANÇAS – Conforme foi registrado por esta coluna na edição de 22 de dezembro, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo determinou o remanejamento das Varas da Comarca de Jales, que eram Cumulativas, ou seja, faziam “clínica geral”, para especializadas, isto é, Cíveis e Criminais. Foi um dos últimos atos assinados pelo desembargador Manoel Pereira Calças, ex-presidente do TJ.

COMO FICA – Pela Resolução do Tribunal, a 1º Vara Judicial transformou-se em 1ª Vara Criminal, abrangendo ainda Infância e Juventude. A 2ª Vara também tornou-se Criminal, acumulando o Tribunal do Júri.   Já a 3ª, 4ª e 5ª Varas agora são   Varas Cíveis. Na prática, as modificações começaram a valer desde segunda-feira, dia 20, quando terminou o Recesso Judicial. 

RETROVISOR (1) – Sepultado na última terça-feira, dia 21, em Fernandópolis, onde morava desde 1996, Ubaldo Martins, com intensa participação na vida comunitária, foi protagonista de pelo menos dois episódios marcantes. Em 1º de março de 1975, quando Jales tinha apenas um clube social, o Ipê, Ubaldo disputou a presidência da agremiação pela Chapa Azul, tendo o empresário Idair Lopes (Ota) como vice, contra o médico otorrinolaringologista Alcir Rubens Monteiro, da Chapa Verde, cujo vice era o empresário Oliveira Amaral. A disputa teve clima de eleição municipal com campanha através do rádio, distribuição de panfletos e até uso de camisetas. Abertas as urnas, deu Ubaldo, que comemorou a vitória ao lado de seus correligionários no dia 9 de março com um churrasco para o qual foram abatidas sete novilhas. 

RETROVISOR (2) – Vinte e cinco anos depois, Ubaldo teve participação decisiva em outro episódio polêmico — convenção municipal do PSDB para escolha do candidato a prefeito. De um lado, o ex-prefeito José Carlos Guisso. Na oposição, o empresário Aluísio Moraes Teixeira. Abertas as urnas, deu Aluísio por um voto de diferença. Foi quando, alertado por um observador, Ubaldo, que era vereador, solicitou ao presidente do partido, vereador José Roberto Fávaro, que não incinerasse as cédulas, pois havia suspeita de votos marcados. Foi o tempo necessário para que Guisso se comunicasse com o deputado federal Júlio Semeghini, secretário-geral da Comissão Executiva Estadual. Informado sobre o que estava rolando, Semeghini foi encarregado pelo deputado estadual Edson Aparecido, presidente dos tucanos, para resolver o problema.O recurso de Guisso, redigido por uma figura importante nos meios jurídicos de Jales, foi entregue em  São Paulo junto com as cédulas.  Três votos atribuídos a Aluísio foram anulados, o que garantiu a vitória de Guisso na convenção e, depois, na urna, vencendo o então prefeito Rato, candidato à reeleição, considerado imbatível.