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Educadores: a hora é agora

Por Rosangela Juliano Bordon Bigulin
02 de outubro de 2018
Rosangela Juliano Bordon Bigulin

Dia 7 de outubro próximo vamos às urnas decidir o futuro do nosso país. Este é um momento ímpar para colocarmos em prática o que nós educadores destacamos nos planos e projetos de ensino que elaboramos nas escolas: “desenvolver nos alunos a capacidade de buscar informações, analisar, argumentar, saber trabalhar em equipe e apresentar propostas inovadoras, formando cidadãos com autonomia, críticos e atuantes na sociedade”.

Frente a isto questiono: como estamos conduzindo este momento tão decisivo para o país nas escolas de ensino básico e/ou superior?

O que temos visto, são discussões entre amigos (correndo o risco de se transformarem em inimigos), cada um defendendo seu candidato ou partido com base em informações geralmente superficiais, puramente emotivas e que circulam pelas redes sociais inundadas de notícias falsas, irresponsáveis, que provocam estragos incalculáveis, criando na maioria das vezes, um ambiente hostil, onde as agressões verbais são constantes. Estamos querendo impor nossa opinião que achamos sempre ser a melhor. Nesta linha, concluo que estamos perdendo a noção, a razão e a responsabilidade com o nosso papel de educadores, não permitindo que o nosso aluno aprenda a fazer suas escolhas.

O que cabe a nós educadores neste momento, é propor dentro das escolas, projetos que propiciem aos alunos a coleta de dados em fontes confiáveis, para posterior análise/interpretação e conclusão. Como sugestão para o desenvolvimento do projeto, podem ser levantados os principais indicadores de desenvolvimento de um país tais como: educação, saúde, agropecuária, indústria, fontes de energia, meio ambiente, solidez fiscal, segurança, meios de transportes, entre outros, e a partir de recortes que caberá ao professor estabelecer para limitar a pesquisa ao objetivo proposto por ele, os alunos darão início à coleta de dados sobre cada indicador nos estados. Esta coleta, volto a repetir, deve ser realizada em fontes confiáveis, cabendo ao professor a orientação sobre elas. Após o levantamento da situação de cada um dos indicadores, os alunos deverão estabelecer uma classificação do desempenho dos estados, fato que propiciará discussões riquíssimas que serão conduzidas pelo professor. Posteriormente, os alunos proporão soluções para os principais problemas detectados.

Importante também colocar no projeto, a pesquisa sobre os candidatos à presidência da república, deputado estadual, federal e senadores buscando informações sobre suas propostas, analisando se elas estão voltadas para solucionar os problemas apresentados quando da pesquisa sobre os indicadores de desenvolvimento, para que os alunos possam decidir de forma independente e consciente em quem deverão votar.

Outra pesquisa relevante e necessária a ser realizada, é sobre a função dos deputados e senadores, pois a grande maioria esquece que são eles que irão elaborar as leis, que votarão as reformas política, fiscal e outras, necessárias ao crescimento do país. Precisamos mais do que nunca de deputados e senadores comprometidos com o crescimento do país, ficha limpa e atuantes.

Ao desenvolver projetos nesta linha, os alunos terão o discernimento, a capacidade de refletir, diferenciando o certo do errado e terão claro que os problemas do Brasil são complexos e exigem dos candidatos soluções planejadas e consistentes. Soluções simplistas e populistas estão fora de cogitação.

Procedendo assim, estaremos dando um passo neste momento tão importante para o país, para realizar o que nos propomos ao redigir planos e projetos de ensino: “transformar os alunos em cidadãos com autonomia, críticos e atuantes na sociedade”, independente da nossa opção partidária. A hora é agora.

 

Rosangela Juliano Bordon Bigulin

(Diretora de Graduação Unijales)