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Educador conta história da família em livro de memórias

Por D.R.J.
27 de outubro de 2019
O professor Ayrton Arnoni e a esposa Vera Lúcia com exemplar do livro
O professor Ayrton Luís Arnoni, graduado em Letras e Pedagogia com especialização em Linguística, dedicou 46 anos de sua vida ao magistério. Assim que encerrou sua jornada na rede estadual, em 2015 —foi professor, vice-diretor, diretor substituto e supervisor de ensino— Ayrton começou a se dedicar a um ambicioso projeto, o de eternizar em livro a história de sua família. Agora, aos 72 anos, ele saboreia o cumprimento da missão. “A hora da voz da memória”, seu trabalho  de estreia, já está circulando. Ele foi ouvido pelo Jornal de Jales (D.R.J.) 

J.J. - Por que o senhor resolveu escrever um livro de memórias?
Ayrton - Sempre gostei mais de escrever do que falar. Observei que, após o falecimento dos filhos do meu avô, a maioria dos descendentes praticamente desconheciam a origem familiar. 
Meu avô chegou da Itália em 15/05/1888, dois dias após a libertação dos escravos, o que obrigou o navio a voltar para alto mar; não havia clima para desembarque. Isto só aconteceu em 25/5/1888.
Casou-se com uma filha de índia e desta união nasceram quinze filhos. 
Resgatei através de muita busca os fatos e fotos desta trajetória da família Arnoni.
Aproveitei e resgatei a minha infância na Fazenda São Salvador, do meu avô, com muita riqueza de detalhes. 
Dei voz à Fazenda São Salvador, exercitando a ficção na busca de explicações sobre o porquê da ausência prolongada da família.
Também, resgato o meu início na vida profissional, até o momento que passei a ocupar cargo no magistério paulista. Pretensões de outro livro.

J. J. - O conteúdo do livro é mais sobre fatos ou pessoas?
Ayrton - O livro possui um equilíbrio entre fatos e pessoas. 

J. J. - Quais as fontes que o senhor consultou?
Ayrton - Confesso que foi um trabalho árduo, pois nem tudo eu vivenciei, portanto busquei informações com familiares mais idosos, o historiador Milve Antônio, de Taquaritinga e amigos contemporâneos. Resgatei fotos praticamente seculares. Foi um trabalho muito gratificante.

J. J. - Como a família reagiu ao ter em mãos a eternização da própria história?
Ayrton - Confesso que fiquei surpreso com o interesse de todos pelo conteúdo abordado. Querem que eu faça o lançamento em Taquaritinga.
Tive o privilégio de presentear a última filha do meu avô Salvador, Carolina Arnoni Borelli, com o capítulo específico dos meus avós. A alegria dela foi contagiante. Infelizmente, faleceu no final de 2018, com 100 anos e 29 dias de vida.