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É possível sim!

Editorial
30 de setembro de 2018
Em 1979, após cumprir  afastamento de  10 anos fora da política, cassado pela ditadura militar com base no Ato Institucional nº 5 quando era deputado estadual, Roberto Rollemberg  filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), para onde também levou um expressivo grupo de companheiros. 
Com o DNA da política inoculado em seu sangue, Rollemberg começou a aplainar o caminho para voltar a disputar eleições. Aqui e ali, consultava amigos pessoais e antigos correligionários sobre a viabilidade do projeto, que contemplava a conquista de uma cadeira de deputado federal.
Não faltou quem tentasse demovê-lo, pois consideravam impossível que alguém de Jales conseguisse se eleger deputado federal dada a concorrência de parlamentares que já eram donos de mandatos. 
Ao mesmo tempo, surgia em Santa Fé do Sul uma jovem liderança, o prefeito Edinho Araújo, também recém-filiado ao PMDB, sonhando com um mandato de deputado estadual.
Aí, foi a fome com a vontade de comer. Contrariando até os interesses de caciques do PMDB que consideravam a nossa região um feudo deles, Rollemberg e Edinho saíram a campo em busca da concretização de seu projeto político nas eleições de 1982. 
Para tanto, por inspiração de RR, eles começaram a defender a ideia de que os eleitores deveriam eleger nomes vinculados à região para conquistar o que se convencionou chamar de “representatividade política”.
O argumento era claro como a luz do dia. Se Jales estava no centro de uma região situada a 588 quilômetros de São Paulo e 770 de Brasília, era necessário que seus habitantes elegessem representantes que tivessem acesso aos núcleos decisórios dos dois níveis de poder — o federal e o estadual — diminuindo assim, do ponto de vista político, a distância que existia em quilômetros. 
Rollemberg e Edinho bateram tanto nesta tecla da representatividade política     que conseguiram convencer o eleitorado de que valia a pena tentar. E se deram bem, mantendo a parceria por mais duas eleições, a de 1986 e 1990.
Estas reflexões surgem a propósito do que deverá acontecer no próximo domingo, 7 de outubro, quando os eleitores irão à urna eletrônica escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais. 
Independentemente dos nomes de quem está na disputa, é preciso ressuscitar o conceito de representatividade política. Uma cidade que já acolheu todos os governadores paulistas nos últimos 45 anos, além de presidentes da República, não pode ficar ao “deus dará”.
A sorte está lançada!