jornaldejales@melfinet.com.br
17 3632-1330

E por falar em privatizações...

Editorial
11 de dezembro de 2017
A Câmara Municipal de São Paulo aprovou na última terça-feira, dia 5 de dezembro, com 24 votos favoráveis, o projeto de lei que autoriza a venda do complexo Anhembi, na zona norte paulistana, por meio de alienação da estatal São Paulo Turismo (SPTuris).
Mas, a gestão João Dória só poderá realizar a privatização do local caso apresente novo projeto de lei detalhando o plano de intervenções urbanísticas previstas para a área.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a votação ocorreu após acordo que garantiu que a Prefeitura aprove duas emendas recontratando  funcionários da SP Turis e que destine 20% dos recursos arrecadados ao Fundo Municipal de Desenvolvimento Social.
A aprovação do projeto de privatização do Anhembi, em São Paulo, na semana que passou, remete inevitavelmente a um episódio de Jales, de 25 de novembro de 2015, quando grupos temáticos constituídos por membros da comunidade, convidados pelo então secretário de Planejamento, José Magalhães Rocha, apresentaram relatórios sobre seis temas: Estádio Municipal, Terminal Rodoviário, Ensino Superior, Cultura, Decoração Natalina e Progresso.
No caso do estádio, a proposta, apresentada pelo coordenador da comissão, engenheiro Alexandre Rensi, foi a da construção de um novo, em área maior, onde também poderá ser construída uma praça esportiva e de lazer, incluindo áreas de convivência e espaços para shows, feiras e eventos. Ainda de acordo com as sugestões da comissão, os recursos poderão vir da venda do estádio, através de loteamento, que também poderá desafogar o trânsito naquela parte da cidade, com a abertura de novas vias, junto com um trabalho de reurbanização do local. 
Rensi lembrou que, como engenheiro, coordenou a comissão do CREA/SP de inspeção dos estádios no período anterior à Copa do Mundo e pode constatar que o estádio de Jales não atende o mínimo das normas exigidas pelo conselho, o que também justifica a sua mudança para outro local.
No caso do Terminal Rodoviário, a solução apontada pelo coordenador do grupo de estudos, José Luís Nunes, seria sua transferência para as proximidades da Rodovia Euclides da Cunha em um local a ser definido. Ele incluiu para estudos a garagem do Expresso Itamarati ou uma área do Instituto de Previdência Municipal que pode ser negociada com a Prefeitura
Com isso, o local onde está a rodoviária pode ser adaptada para se transformar no novo Paço Municipal. 
No dia da apresentação dos relatórios, o então prefeito Pedro Callado garantiu que nada ficaria no papel, mas certamente por circunstâncias alheias à sua vontade, aconteceu exatamente o contrário.
Porém, ainda está em tempo. Seria oportuno que o atual prefeito Flávio Prandi Franco recuperasse e atualizasse os estudos feitos há dois anos, que são valiosas contribuições para o processo de desenvolvimento da cidade.