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DIZEM muitos entendidos em questões financeiras que os orçamentos oficiais dos municípios estados e união não passam de peças de ficção...

Contexto
04 de novembro de 2018
DIZEM
muitos entendidos em questões financeiras que os orçamentos oficiais dos municípios estados e união não passam de peças de ficção, pois raramente são executados pelos Poderes Executivos, ao longo do ano seguinte ao que foi elaborado, da forma em que os valores foram colocados no papel e aprovados.

ACONTECE
que já há alguns anos, no que se refere aos municípios, principalmente os pequenos, poucas modificações tem acontecido pelo simples fato de que a falta de recursos não deixa espaço para muitas alterações, a não ser na margem de manobra prevista em lei que normalmente não passa de cerca de dez por cento do total previsto entre as receitas e as despesas e assim mesmo quase sempre para cobrir situações de emergência.

EM JALES
essa situação não é diferente, pois já faz um bom tempo que o município deixou de ter receitas próprias para investimentos, o que o torna quase que totalmente dependente de verbas liberadas através de convênios já definidos ou algumas emendas parlamentares que dependem de muita articulação entre os que tiveram votos na cidade ou na região.

ISSO
ficou claro, mais uma vez, durante a última audiência pública, desta vez convocada pela Câmara, para discussão do orçamento municipal para 2019, quando dos dez vereadores, apenas cinco compareceram (Pintinho, Deley, Chico do Cartório, Kazuto e Macetão) provavelmente por não ter o que discutir, diante dessa falta de alternativas para investir.

DURANTE
a discussão, o diretor financeiro da Câmara, Luiz Abra, lembrou que  os R$ 167.414.000,00 previstos estão dentro da realidade do que o município vem arrecadando nos últimos anos, ou seja, não apresenta surpresas, mas continua sendo um valor bem abaixo do que seria necessário para os gastos mínimos.

NA AVALIAÇÃO 
de alguns contadores esse valor teria que ser de pelo menos R$ 200 milhões para dar uma margem mínima de mobilidade para algumas realizações e para atender as necessidades de contratações de pessoal em alguns serviços que poderiam ser instalados pelo Estado ou pela União, mas cuja manutenção ficaria por conta dos cofres municipais, o mesmo acontecendo em termos de contrapartidas, principalmente para obras de médio ou grande porte.

OU SEJA,
enquanto a situação do país não melhora, a geração de receitas próprias continua minguada, sem muito o que fazer em termos de planejamento para novos investimentos. Temos que aguardar. (Luiz Ramires)