jornaljales@gmail.com
17 3632-1330

Distorções dos Direitos Humanos?

por Carol Guzzo
10 de fevereiro de 2019
Caroline Guzzo
Durante alguns dias ouvimos falar muito sobre os Direitos Humanos, uma emissora de televisão veiculou uma série de reportagens falando desse assunto e no dia 10 de dezembro foi comemorado o Dia Internacional dos Direitos Humanos, data escolhida para celebrar e reivindicar a garantia dos direitos fundamentais das pessoas.
Não é um homem ou um cargo existente na estrutura da Administração Pública brasileira, afinal o que são os Direitos Humanos? Antes de você armar sua mente e dizer que é contra a existência deles no mundo, saiba primeiramente o que significa. Auto julgar algo que nunca leu ou ouviu sequer falar é um ato de extrema ignorância. 
Há muitos anos o regime de alguns países era monarquista, ou seja, tudo girava em torno da decisão do Rei, que centralizava a tomada de todas as decisões administrativas e políticas do País. O primeiro monarca do mundo foi o faraó egípcio, que para provar a excelência do seu governo obrigou os egípcios a construírem pirâmides só para ter o prazer de sentar no topo.
A revolução francesa plantou a semente dos direitos humanos, com o lema: “liberdade, igualdade e fraternidade”. Foi no dia 26 de agosto de 1789 que a Assembleia aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, retirando então o poder do Rei. Posteriormente, com a barbárie da 2ª Guerra Mundial, na qual estima que 47 milhões de pessoas morreram, representantes de diversos países se reuniram e utilizaram o mesmo texto como fundamento para a criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, documento promulgado pela Organização das Nações Unidas em 1948, e ainda em vigor.
Nesse passo, encontramos facilmente em nossa Constituição, mas precisamente no Artigo 5º, tudo o que respeita aos nossos direitos e garantias fundamentais. Para tanto, muitos ainda insistem em discorrer que “bandido bom é bandido morto e que os Direitos Humanos (será um homem?) só serve para defender essas pessoas”. O que pensa um ser humano ao fazer essa declaração? Será que o bandido a que se refere é aquele que paga propina para o policial? Aquele que desvia dinheiro público para fins pessoais? Tem ainda aquele bandido que comercializa produtos falsos, sonega impostos ou aquele que mata, estupra e rouba? 
Ainda existe a narrativa que os Direitos Humanos servem para defender bandidos, distorcem esse fato por desconhecimento. As pessoas que estão presas tem direitos e precisam ser tratadas com dignidade, ele já está cumprindo a sua pena e isso não quer dizer que os defensores dos Direitos Humanos querem proteger os bandidos e muito menos exaltar uma ação ineficaz da polícia, não é defender bandido, é defender os direitos que qualquer um de nós temos. 
A declaração dos Direitos Humanos são valores e regras que permite que pessoas e a sociedade convivam entre si de maneira harmoniosa. Não escolhe cor, raça, religião, sexo, é feita para todos, por ela é que temos a autonomia de fazer o que bem entendemos com a nossa vida, falar o que pensamos, casar com quem quisermos, escolher o emprego que preferirmos, não ser escravo de ninguém, se locomover dentro do seu país livremente. É para que sejamos livres e iguais em dignidade e direitos. Não precisamos disseminar mais ódio e violência.

Caroline Guzzo
MTb 71628/SP
(jornalista jalesense, radicada em Uberlândia/MG)