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DIOCESE DE JALES

205 universitários voltam de missão na maior reserva indígena do mundo
18 de julho de 2016
Os estudantes de odontologia fizeram atendimentos a centenas de indígenas
Retornam hoje, dia 16 de julho, de Dourados/MS, os 205 estudantes universitários que participaram da Missão Univida, organizada pela Diocese de Jales, sob a coordenação do padre Eduardo Lima, e apoio do padre Juliano Todesco. Durante uma semana os jovens desenvolveram trabalhos humanitários na reserva indígena existente no local, que é considerada a maior do mundo. 
Alunos de sete instituições de ensino da região, entre elas Unesp, Fef, Unicastelo, Fama, Funec, entre outras, participaram do projeto, e cada estudante desenvolveu alguma atividade relacionada com a faculdade que cursa. 
Por exemplo, os estudantes de odontologia fizeram atendimentos e avaliações odontológicas. Já os que cursam nutrição ficaram responsáveis por cuidar de uma padaria na aldeia, a qual foi criada por um outro grupo de universitários que participaram há alguns anos do mesmo trabalho. Já os futuros educadores físicos e fisioterapeutas orientaram os nativos quanto aos cuidados que devem ter com o corpo. Os alunos de pedagogia foram os responsáveis pelas crianças indígenas, e desenvolveram atividades que estimulassem a parte física e mental dos pequenos. 

Sequência
Essa é a 6ª edição da Missão Univida, e o número de participantes, se comparado com a primeira, aumentou mais de 10 vezes. “Na primeira vez que organizei essa missão, 18 estudantes aceitaram o desafio e foram comigo”, contou o padre Eduardo Lima, que completou: “Eu fico muito feliz em ver que hoje tantos jovens se dispõem a realizar esse trabalho tão bonito. Quatro ônibus foram para Dourados, porém se quiséssemos daria pra levar pelo menos mais uns três, pois a procura dos estudantes foi muito grande”.  
Além dos coletivos citados pelo padre, foram utilizados também três caminhões baú para transportar os mantimentos arrecadados, entre elas alimentos, roupas, eletrodomésticos e medicamentos. 

Piora
Logo após chegarem à aldeia, na segunda feira, dia 11, por volta das 11 horas, padre Eduardo conversou ao vivo com a reportagem do programa Jornal do Povo, da Rádio Assunção AM, e falou das primeiras impressões. Segundo o religioso nada mudou desde a ultima vez que esteve no local, muito pelo contrário, se teve mudança foi para pior ele disse. Indagado de qual foi a reação dos estudantes ao pisarem em solo indígena, o religioso disse que eles se impressionaram com a situação precária encontrada, porém de certa forma isso os motivou ainda mais para tentarem mudar pelo menos um pouco a realidade daquele povo. 

por Rafael Honorato