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Detran: Jales tem um carro para cada dois habitantes

por Rafael Honorato
05 de agosto de 2018
Motoristas dizem que está cada vez mais difícil andar no trânsito de Jales
Em um período de oito anos, a frota de veículos em Jales cresceu quase 30%, de acordo com dados do Detran SP. O maior aumento foi na quantidade de carros. Em 2010 eram 15.605 e hoje 21.278, quase 30% a mais. Também teve aumento na quantidade de motos, de 11.182 para 14.891. Se comparado com a total de habitantes, que segundo o IBGE é de 50 mil, Jales tem hoje um carro para cada dois habitantes e uma moto para cada três.
Para Jair dos Santos Alves, que tem 55 anos e há 30 trabalha como taxista no município, a cada ano está mais difícil andar no transito da cidade. “Tem horas que é muito complicado passar por alguns pontos. Principalmente no começo e no final do dia, tem lugar que fica parecendo cidade grande”, falou. O taxista disse ainda que dependendo do horário, hoje ele tem que fazer um planejamento da rota que vai fazer, o que há tempos atrás não era preciso.
A frota de veículos de uma cidade é composta por carros, motos, caminhões, micro-ônibus, ônibus, tratores e reboques. Segundo o Detran, esse número muda constantemente, pois da mesma forma que veículos 0 km ou vindos de outras localidades são incorporados, alguns são transferidos do município e outros definitivamente excluídos em casos de perda total após acidentes de trânsito e impossibilidade de circulação.
O Secretário Municipal de Planejamento de Jales, Niltinho Suetugo, explicou que mudanças referentes a mobilidade urbana são complexas, e que se feitas sem analises técnicos podem prejudicar ainda mais a situação. Ele disse ainda que desde o começo do ano a prefeitura firmou uma parceria com o Instituto Federal de Votuporanga, e a faculdade está desenvolvendo um estudo referente a mobilidade urbana de Jales.
“Até o final do ano o relatório deve ficar pronto. Ai sim poderemos tomar algumas medidas efetivas para melhorar o trânsito da cidade”, disse o secretário. Niltinho falou ainda que os recursos para essas modificações devem vir do “Programa Movimento Paulista de Segurança no Trânsito”, um convênio firmado entre a prefeitura e o governo do estado.