quarta 08 abril 2020
Arquibancada

Despedida de uma lenda

Genial, sensacional, espetacular e um dos atletas mais talentosos da história da NBA. Essa é a melhor forma de definir Kobe Bryant, de 41 anos, que morreu no último domingo (26) em acidente de helicóptero na região de Calabasas, na Califórnia. A tragédia vitimou nove pessoas, entre elas Gianna Maria-Onore Bryant, de 13 anos, filha do ex-jogador.
Considerado por especialistas como o maior jogador de basquete após a era Michael Jordan, o americano marcou época no Los Angeles Lakers. Por 20 anos atuando no campeonato americano, ganhou tudo que era possível, conquistou recordes e deixou saudade em todos os fãs.
Comparando com o futebol, Kobe não foi tão genial quanto Pelé, mas ficou no coração de muitos americanos e torcedores de outras nacionalidades. Além disso, foi fundamental em um momento que a NBA começou a romper as fronteiras americanas, se espalhou pelo mundo e o craque se tornou o grande símbolo do gigante Los Angeles Lakers.
Pentacampeão nacional, o gênio ganhou o título pan-americano com a seleção do EUA e foi bicampeão olímpico de forma incontestável. Os prêmios individuais são diversos, mas o destaque fica para as 18 participações em All-Star, o prêmio de MVP e os 33.643 pontos, marca ultrapassada por LeBron James um dia antes da tragédia que tirou a vida de Bryant.
O lendário camisa 24 foi um mestre do basquete. Com talento fora da curva e inteligência que só é perceptível em gênios, estreou ainda muito jovem pelos Lakers, aos 18 anos, e se aposentou em 2016, aos 38 anos, marcando 60 pontos em sua despedida no confronto com o Utah Jazz.
Kobe tinha relação forte com o Brasil e sua proximidade não se limitava apenas a admiradores e torcedores do Los Angeles Lakers. Fã declarado de Oscar Schmidt, o americano não cansou de reverenciar o maior jogador de todos os tempos do basquete brasileiro.
A ausência do gênio para o esporte será eterna. Chegar ao patamar de lenda é para poucos e certamente o craque americano está nesse nível. Tragédias infelizmente fazem parte da vida, mas a história construída por Kobe Bryant vai permanecer e será sinônimo de orgulho para muitas pessoas contarem para filhos e netos que tiveram o prazer de presenciar atuações memoráveis de um jogador espetacular.

Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 4° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 
Desenvolvido por Enzo Nagata