Arquibancada

Desempenho ruim e mais uma eliminação

Em mais uma partida ruim fora de casa, o Palmeiras sucumbiu diante do bom time do Internacional e está eliminado da Copa do Brasil. Derrota decepcionante que precisa servir de aprendizado para a equipe de Felipão, pela segunda vez eliminada em um mata-mata na temporada.
Enfrentando um adversário de alto nível como o Colorado, é normal imaginar que o Verdão teria dificuldades. Porém, a eliminação em Porto Alegre vai muito além disso e a postura palmeirense na derrota por 1 a 0 é o que gera maior incômodo.
Entregar a posse de bola para o rival, se defender, buscando explorar a velocidade e o poder de decisão do setor ofensivo. Essa foi a tática escolhida por Felipão para a partida no Rio Grande do Sul e lembrou muito a que o treinador utilizou na Bombonera em outubro do ano passado, quando também fracassou e foi derrotado por 2 a 0 pelo Boca Juniors.
Com enorme movimentação de Edenilson e Patrick chegando ao ataque, D’Alessandro na armação, somando-se a Nico López e Guerrero no setor ofensivo, o time gaúcho conseguiu encurralar os paulistas e, por pouco, devido às grandes defesas do goleiro Weverton, não conseguiu vantagem maior.
A partida ruim de Dudu, Lucas Lima, Zé Rafael e Deyverson também é algo que chamou atenção pelo lado negativo e precisa ser corrigido o mais rápido possível. Mesmo sendo importantes no confronto de ida, as quatro peças foram discretas no Beira-Rio. Dudu, o principal jogador alviverde, passou longe de ser o atleta brilhante que decidiu o Brasileirão de 2018.
Para a sequência da temporada, o Verdão tem pela frente o Campeonato Brasileiro e a Libertadores. Líder da competição nacional, a equipe é a grande favorita a mais um título, porém todo o investimento feito no início do ano pede a conquista do torneio continental e a mudança de postura precisará ser vista para que isso possa se tornar realidade.
Com jogadores do nível que Felipão tem à disposição, o Palmeiras não pode aceitar ser encurralado mesmo por um excelente adversário. Desta forma, o mínimo é a comissão técnica colocar em campo um time que saiba se defender, mas se imponha e domine o rival. Assim, fica muito mais fácil para os talentos individuais aparecerem e o time se torna ainda mais forte.

Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 3° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 
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