Fique Sabendo

DESCONFIÔMETRO – Prestes a transmitir o cargo no dia 1º de janeiro ...

Flá e Garça e respectivas esposas desceram as escadarias da Prefeitura na companhia dos assessores

DESCONFIÔMETRO – Prestes a transmitir o cargo no dia 1º de janeiro, o prefeito Flávio Prandi Franco preferiu aguardar Luís Henrique Moreira (PSDB) na sede do Paço Municipal, já que, na opinião dele, quem deveria brilhar na posse era o sucessor. Ele, o vice José Devanir Rodrigues e respectivas esposas esperaram pacientemente o fim da solenidade na Câmara. Tudo terminou com troca de flores entre as esposas e elogios mútuos. Luís Henrique, por exemplo, em seu rápido pronunciamento ao receber as chaves da Prefeitura, fez questão de dizer que Flá estava entregando a cidade muito melhor do que a recebeu quatro anos antes.

MICO – Já João Dado, que deixava a Prefeitura de Votuporanga, mesmo com larga quilometragem política tendo sido deputado federal de três mandatos, não teve mesma dose de simancol e cometeu o que foi qualificado de barbeiragem na saída. Ao contrário de Flá, que mandou distribuir um encarte de quatro páginas na antevéspera e véspera do fim de seu mandato, com o resumo de sua administração, sem custos para a Prefeitura, Dado queria fazer uma prestação de contas na posse de seu sucessor, Jorge Seba. Impedido pelo cerimonial, o prefeito que saia chutou o pau da barraca, abandonando a solenidade e pagando o maior mico, com ampla repercussão negativa em todas as mídias, principalmente nas redes sociais.   

RAÍZES – Conforme foi registrado na edição digital deste jornal, dia 3 de janeiro, o prefeito empossado Luís Henrique Moreira falou com emoção de sua infância e juventude em Buritama. Na solenidade de posse, referiu-se a seu pai, gerente de fazenda que produzia borracha, e de sua mãe, professora que iniciou a carreira em Mauá. Já na Prefeitura, voltou a falar da família, citando nominalmente o pai Ireu Moreira a mãe Sônia, e as irmãs Fernanda e Natália. 

GRATIDÃO – Na Prefeitura, ao fazer agradecimentos à compreensão da esposa Alziane, filhos Davi e Gabriela, o novo prefeito também reservou caudalosos elogios aos sogros Durval Rossafa, ex-vereador e presidente da Facip, e Cidinha, professora.   

CIDADANIA – Coube à vereadora estreante Andrea Moreto (Podemos), a sinalização de que a política jalesense está vivendo novos tempos. Ao falar em nome da bancada durante a solenidade de posse, na Câmara Municipal, Andrea, sem medo de ser feliz, referiu-se indiretamente à sua condição sexual, agradecendo o apoio que teve da mãe, da avó e, para surpresa geral, da esposa Patrícia Teixeira.   

COLO – Como um assunto puxa outro, a jalesense Carla Ayres, eleita vereadora pelo PT em Florianópolis, capital de Santa Catarina, passou o Natal em Jales. Veio pedir a benção da mãe, professora Marly e rever amigos e familiares. Além dos direitos humanos, sua grande bandeira de campanha foi a defesa da comunidade LGBTQIA+. 

MÁSCARAS – Outra jalesense, Fernanda Lima, candidata a vereadora mais votada em Formosa-Goiás, presidiu a solenidade de posse e fez um pronunciamento compatível com sua atuação não somente como delegada de polícia, mas como cidadã. Em certo trecho, Fernanda mandou um recado direto e reto: “Eu entendo que já passou da hora das lanternas serem apontadas para aquilo que acontece no escuro e que é hora de as mascaras caírem em nome de uma revolução popular de honestidade, da decência e do bem estar social que hão de governar as decisões daqueles que imprimem suas decisões sobre a cidade”.

CARTÃO AMARELO – Quase no final de sua fala, Fernanda advertiu: “a delegada aqui não irá meramente acumular dois cargos. Ela irá exercer dois cargos. Aqueles que quiserem participar do meu mandato estão convidados e encontrarão as portas abertas. Mas, aqueles que cometerem crimes sob a minha responsabilidade de apuração vão se sentar na minha frente também ou serão procurados onde quer que estejam, inclusive em altos cargos”.  

SOL NASCENTE – Disciplinado como bom descendente de orientais, o novo presidente da Câmara, Bismark Kuwakino, está cumprindo rigorosamente o que determina o Regimento Interno da edilidade. Mesmo no recesso, ele vem dando expediente diário de quatro horas na edilidade. Embora seja obrigação de todo presidente da Câmara, quase nunca foi assim.... 

Desenvolvido por Enzo Nagata