Editorial

Desafios pós-carnavalescos

O ano está começando agora. Esta frase curta foi repetida à exaustão desde quarta-feira de cinzas até por quem passou os quatro dias do denominado reinado de Momo bem longe da folia limitando-se, no máximo, a dar uma esticada aos ranchos de Santa Fé do Sul, Rubineia, Santa Clara d’Oeste, Três Fronteiras e adjacências.  
Na verdade, a tal frase está mais para força do hábito e imaginário popular do que para o mundo real, eis que a grande maioria do povo brasileiro está se esfalfando na faina diária desde 2 de janeiro.
Colocada a questão nestes termos, resta encarar os grandes desafios do ano que, diga-se de passagem, não serão poucos e que exigirão de cada um muita energia e capacidade de saltar obstáculos. 
Em nível nacional, por exemplo, o governo tem que tirar do papel dois projetos fundamentais para o país — as reformas administrativa e tributária. 
Sem tais mecanismos, o controle das contas públicas, cereja do bolo do plano de desenvolvimento do superministro da Economia, Paulo Guedes, não passará de mero exercício de enxugar gelo. 
Mas, para que as reformas se efetivem é importante que as cúpulas do governo e do Congresso Nacional se entendam, o que não será nada fácil dado o clima de hostilidade que marcou a semana. 
No plano local, os poderes Legislativo e Executivo, cada qual em seu quadrado, terão o que fazer. Por exemplo, como se comportarão    os sete vereadores que se declararam dispostos a disputar a reeleição? Todos eles sabem que, independentemente de juízo de valor, existe uma indisfarçável má vontade de grande parte da opinião pública em relação ao trabalho deles.
Quanto ao Executivo, o desafio é cumprir o prometido no final do ano passado, quando o prefeito Flávio Prandi Franco anunciou que Jales seria um canteiro de obras em 2020, esgrimindo até o valor do investimento: R$ 25 milhões.
As vitrines das ações da administração Flá-Garça neste final de mandato têm endereço: Jardim do Bosque, Parque das Flores, Distritos Industriais I e III, além da complementação do recapeamento da cidade que, segundo a Secretaria de Comunicação da Prefeitura, já passa de 70 quilômetros.    
Como a hipótese de candidatura única é próxima de zero, restará à oposição exercer democraticamente o seu direito de crítica, sem esculhambação ou baixaria, apresentando propostas e demonstrando por A+B que pode fazer mais e melhor. 

O Editorial reflete a opinião deste jornal 
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