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democracia direta e a representativa

CONGRESSO E DEMOCRACIA
05 de janeiro de 2015

Temos dois tipos (pelo menos) de democracia. A democracia direta e a representativa.
Na direta o povo tem mais poder, é aquela que usa, quase constantemente, plebiscito e outros tipos de consulta popular. Estas consultas podem ser nacionais ou regionais. Um exemplo do que seria uma ferramenta da democracia direta é o projeto enviado ao Congresso em que seriam criados os Conselhos Regionais de Politica onde estes conselhos, formados por representantes da população regional ou nacional, opinariam sobre assuntos de interesse público, antes que os mesmos fossem entregues a deputados e senadores.
Na democracia representativa os eleitores escolhem os políticos e estes como “autênticos representantes do povo” tomam suas decisões deixando de lado aqueles que os elegeram. Aos defensores deste tipo de democracia não interessam palpites populares, pois ficará mais difícil aprovar assuntos de interesses de seus patrocinadores, ou mais claro, financiadores, aqueles que enchem seus bolsos.
É por este motivo que o projeto (que deveria ser aprovado) foi rejeitado na Câmara dos Deputados e o mesmo deverá acontecer no Senado. Os opositores com a desculpa que oposição não aprova leis da situação e os da situação alegam (como os demais também) que o executivo está retirando poderes do legislativo. Do mesmo modo que se o STF não acabar com o financiamento de campanhas eleitorais pelas empresas, bancos e outras corporações, o Congresso não o fará. Tenho dúvidas se o STF vai fazê-lo, pois temos lá o Gilmar Mendes para defender os interesses dos “nobres” deputados, senadores e grandes financiadores de campanha.
Pretendo enviar, por e-mail, esta minha visão política, para vários deputados federais e senadores, embora saiba que isto não vai mudar a opinião de nenhum deles, se é que algum deles vai ler, pois geralmente seus assessores deletam o que é desagradável a seus patrões. De muitos e-mails que enviei, anteriormente, apenas o senador Pedro Taques teve a gentileza de responder dois deles. Obrigado senador (embora não tenha feito mais que a obrigação). Não são apenas os políticos que não gostam de opiniões alheias. Já enviei e-mails para órgãos de defesa da criança do distrito federal, da cidade, para a imprensa da região, para duas revistas de tiragem nacional e alguns senadores fazendo a seguinte pergunta: “Porque é permitido o trabalho infantil nas redes de TV?” Até hoje nenhuma resposta.  
depas 12/014

  David Patrício de Almeida Santos
(artista plástico e professor aposentado)