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Delegada orienta como se proteger de violência patrimonial

Por Fernanda Lima (Jalesense, delegada de polícia em Formosa/GO, titular da Delegacia de Atendimento da Mulher)
09 de fevereiro de 2020
Delegada Fernanda: “levar a informação adiante já é uma excelente forma de prevenir delitos”
Muita gente acredita que violência doméstica é somente agressão física, como por exemplo: tapas, socos, facadas, tiros, trancos e solavancos que deixam marcas no corpo. 
Mas não é só isso não. Existem outras formas de violência, que por não deixarem marcas visíveis, podem até passar despercebidas.
Você já ouviu falar de violência patrimonial? Sabe como se proteger? Sabe onde procurar ajuda?
Como o nome diz, violência patrimonial é aquela que afeta os bens e objetos pessoais da vítima. Nas relações íntimas essa forma de violência acontece por exemplo: quando o agressor ou agressora toma o dinheiro ou as coisas do outro; quando toma o cartão do banco ou proíbe o acesso do outro ao próprio salário ou a benefícios; proibir de trabalhar ou quando um ou outro quebra e danifica os objetos pessoais, roupas ou instrumentos de trabalho.
Não é difícil ouvir histórias de pessoas que nas relações familiares ou de afeto, quebraram um carro, televisão ou celular de alguém. E ainda tentam justificar que tudo aconteceu no momento de raiva, explosão ou ciúmes. O agressor ou agressora não encostou nenhum dedo na vítima, mas quebrou tudo. Se você, homem ou mulher, que já passou por isso, procure a polícia e faça uma denúncia.
Agora, existe também uma forma de violência doméstica ainda mais difícil de ser notada: a violência patrimonial contra idosos. De modo geral o que todos precisam saber que é ilegal se apropriar dos bens dos idosos sem a aprovação deles. Exemplos: também é crime tomar o cartão dos idosos como forma de garantir o recebimento de dívidas.
Tudo isso está previsto no Estatuto do Idoso, que protege pessoas com mais de 60 anos.
No âmbito doméstico, sabemos que aqueles que estão na terceira idade precisam de mais cuidado e atenção, principalmente dos familiares.
Mas não é por isso que pode desrespeitar, agredir ou tomar as coisas deles. Se você conhece algum idoso ou idosa que está passando por alguma situação de violência, você pode acionar a polícia ou mesmo fazer uma denúncia anônima disque 100.
Levar a informação adiante já é uma excelente forma de prevenir delitos. Assim como estabelecer políticas públicas de acesso a informação de segurança.
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 Fernanda Lima
(Jalesense, delegada de polícia em Formosa/GO, titular da Delegacia de Atendimento da Mulher)