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Deficiente físico

Decepções de um deficiente físico
07 de abril de 2014

Sou deficiente físico decepcionado com autoridades de Jales, que não têm boa vontade , não se preocupam em fazer cumprir as leis que amparam o deficiente.
O deficiente físico, mesmo tendo leis que o ampare, não tem como freqüentar certos lugares, principalmente repartições públicas. Não pode freqüentar um clube, porque faltam rampas, não tem adaptação sanitária, se precisar ir ao sanitário é um sufoco, um vexame.
Trabalhei 20 anos na Prefeitura e até hoje não tem adaptação sanitária. No mandato Parini e Shimomura foram oito anos, nunca se preocuparam. Os vereadores então, nunca tiveram a sensibilidade de perguntar, de ouvir como está a vida desta pessoa, e com certeza, nunca ouviram um deficiente.
Os políticos estão com a mente tão fechada, coitados, que eles não sabem que o deficiente vota, paga imposto. Nós, na maioria das vezes, não somos deficientes mentais como eles pensam. Na verdade eles, na sua maioria, é que estão ruins da cabeça.
O vereador que veio às lágrimas por causa da poda das árvores, que está certo, será que ele já veio às lágrimas por causa de uma pessoa?
Os políticos estão tão deficientes que ficam se preocupando com a sigla do partido, em vingança, procurando prejudicar uns aos outros e não enxergam que o povo que os elegeram não estão satisfeitos com isso.
A cidade está de mau a pior, na poeira das cidades vizinhas, é triste.
Quanto às autoridades do Judiciário, já as procurei, vou dizer até os nomes, não com a intenção de desrespeitá-los, mas para não generalizar.
Procurei o Dr. André, mais de uma vez, mandou sua secretária me atender, ele não queria descer e eu não podia subir no seu pedestal, pois não tinha como, era só escada e não resolveu nada.
Procurei outro que até me recebeu bem, o Dr. Wellignton, que teve boa vontade e notificou a Prefeitura, mas não deu em nada. Penso que o prefeito Parini e o Shimomura devem ter feito caçoada de mim.
Falei até com o juiz Dr. Eduardo, que me disse que procurasse uma promotora que era boa, mas eu não a procurei, porque fiquei com medo de mais decepção.
A ADERJ, órgão criado para amparar os deficientes, não está nem aí, a sede até que é muito bonita, serve mesmo para os que julgam-se eficientes para fazer forró e outros eventos.
Agora, como é que ficam os deficientes? Na sua maioria não dançam, mas já dançaram.
Eu quero, em meu nome e dos deficientes físicos, agradecer os comerciantes de Jales, que mesmo sem incentivo, sem orientação, estão fazendo adaptações, e que, às vezes, fazem até errado.
Eu Clamelino Alves (Baiaco), estou mais uma vez denunciando, não com sentido de atacar, mas para não me sentir omisso. Porque os omissos não herdarão o reino de Deus.

  Clamelino Alves
RG: 4420512