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DEFICIÊNCIA VISUAL

Quando o limite é a linha de chegada
17 de junho de 2018
Mair Gama, líder da TNV Tean, ao centro, ladeado à esquerda por Antonio Gasques, Marcos Celes e a direita por Suelen e Diórgenes
Vou contar um pouco de como a corrida acabou, entrando em minha vida, mesmo que recentemente! Tenho 29 anos e há oito anos descobri uma doença rara degenerativa na visão, síndrome de Goldman Favre. Durante estes anos tenho perdido progressivamente a visão sem nenhum tipo de reversão ou tratamento na medicina. Assim fui perdendo autonomia em coisas simples e me adaptando para viver da melhor forma com a baixa visão. Ter um estilo de vida mais saudável foi uma busca para melhorar a qualidade de vida e tentar colaborar com meu corpo de outra forma. 
Admirava e admiro muitos corredores pela determinação, persistência e garra, mas não imaginava que eu conseguiria correr um dia, pois em algumas tentativas frustradas com meu marido mal fazia um minuto de corrida e parecia que iria morrer.
Em janeiro deste ano colocamos uma meta correr 10 quilômetros na Maratona do Rio de Janeiro. Era ousado porque, como disse, não corria NADA, sem preparo algum. Enfim foi meu marido Diorgenes Onhibene ficou sabendo do Mair Gama “TNV Team” que é praticante assíduo de esportes “Triathlon” e começou a nos ajudar com planilha de treinos. 
No início fizemos os testes solicitado pelo Mair para ele montar a planilha dentro da minha capacidade física inicial, respeitando minhas limitações e sempre avaliando o nosso desenvolvimento. Meu marido ao meu lado, corria conforme meu ritmo e me ajudava no que fosse preciso.
Aos poucos fomos progredindo e encaixando o condicionamento físico, treinando conforme o estipulado semanalmente, aliado com fortalecimento e musculação na academia. A meta inicial foi crescendo e hoje já temos algumas medalhas e até troféus na categoria PNE, nas distâncias de 5, 6, 10, 16 e, a mais recente 21 quilômetros na meia maratona em São José do Rio preto do dia 10 de junho de 2018.
É gratificante olhar para seis meses atrás e perceber tanta evolução. O que era um desejo, uma vontade adormecida pelos medos hoje é um objetivo maior. Com disciplina, determinação e orientação podemos chegar aonde quisermos. Correndo você aprende que nosso corpo é um instrumento guiado pela mente.

Suelen D. Mechi Onhibene