jornaljales@gmail.com
17 3632-1330

Daniel Alves capitão: um acerto de Tite

Por Eduardo Martins
02 de junho de 2019
Eduardo Martins
Depois de muita polêmica e indefinição, Tite resolveu tirar de Neymar e dar para Daniel Alves a faixa de capitão da seleção brasileira na Copa América 2019: uma decisão justa e correta após todos os episódios que envolveram o camisa 10 nos últimos meses.
Responsável por agredir um torcedor na final da Copa da França, Neymar não merece ser capitão do Brasil na competição sul-americana, muito menos na sequência da equipe nos próximos meses. Grande craque de uma geração e um dos jogadores mais talentosos que surgiram neste século, o brasileiro indiscutivelmente tem muita qualidade com a bola no pé, mas jamais teve postura para ser o líder de um time dentro e fora de campo.
Apesar de muitas vezes estar envolvido em brincadeiras e ter como característica uma postura irreverente, Daniel Alves tem a real noção do tamanho da braçadeira de capitão da seleção. Aos 36 anos, com três Copas do Mundo no currículo, 39 títulos no futebol e muito mais experiencia que Neymar, o lateral tem totais condições de representar bem a faixa que já passou por nomes como Bellini, Carlos Alberto Torres, Dunga e Cafu.
 Jogando em casa, diante de enorme pressão para conquistar o título sul-americano que não vem desde 2007, será melhor até para o próprio camisa 10 não ser o líder brasileiro em campo, podendo se concentrar em apenas jogar futebol.
Com atitudes que a cada dia causam maior revolta em qualquer torcedor e afastam o atleta da possibilidade de ser tornar um ídolo nacional e mundial, Neymar precisa saber que nesta Copa América será necessário chamar a responsabilidade nos grandes jogos para ajudar o Brasil a buscar o sonhado título diante da sua torcida.
Mesmo com dores no joelho esquerdo desde uma tentativa frustrada de finalização no fim do treino da última terça-feira, o jogador não causa tanta preocupação e deve estar à disposição para a estreia do Brasil no próximo dia 14 de junho, diante da Bolívia, no Morumbi.
Até lá fica a expectativa de Tite finalmente ter Neymar com 100% de suas condições físicas em uma grande competição e com a cabeça boa para apresentar seu futebol, algo que o treinador não teve desde quando assumiu o comando da seleção nacional.

 Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 3° ano de jornalismo da PUC-Campinas)