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Curso capacita 18 organizações ligadas à fruticultura

por Luiz Ramires
05 de dezembro de 2016
Neli, Lourenço e Pedrão durante etapa final do curso para cooperativas e associações de viticultores
A diversificação foi um dos destaques abordados durante curso sobre fruticultura na região, realizado na CATI Regional de Jales, pelo engenheiro agrônomo Lourenço Nyssen que terminou no dia 24 de novembro. O curso contou com a participação de represenantes de 18 organizações, incluindo associações e cooperativas da região, além de profissionais da própria CATI.
Foram três etapas, a primeira voltada para o mercado, mostrando como agregar valores à produção, a segunda foi uma avaliação dos diagnósticos fornecidos pelos participantes e a terceita foi uma avaliação final, com o fornecimento de um relatório personalizado para cada organização, procurando atender as necessidades de cada um, com orientações de acordo com as suas tendências, inclusive para exportação.

EVENTO REGIONAL
A engenheira agrônoma Neli Antonia Meneghini Nogueira, representante da unidade de gerenciamento do projeto de Microbacias 2, de Campinas explicou que foram contratados consultores das áres de frutcultura, olericultura e de grãos para fazerem um estudo de como as organizações estão buscando novos mercados.
Os cursos foram desenvolvidos em cinco regiões do estado, sendo que em Jales aconteceu o de fruticultura, envolvendo cooperativas e associações de Jales, Fernandópolis, Votuporanga, São José do Rio Preto e General Salgado. Com o curso, essas entidades foram capacitadas para trabalharem em determinadas áreas de mercado ou de padronização dos seus produtos.

PLANOS DE NEGÓCIO
O diretor da CATI Regional de Jales Luís Antônio Pedrão explicou que na região composta por 22 municípios, alguns apresentaram planos de iniciativa de negócio, dentro do projeto, entre eles Santa Albertina, Paranapuã, Mesópolis, Santa Salete, Jales e Pontalinda, sendo que os produtores de Jales, Paranapuã e Pontalinda apresentaram dois planos de negócios.
O objetivo é viabilizar formas de organizar a produção, inclusive com equipamentos, desde o início do cultivo até a concretização dos negócios. O programa apoia os planos com 70% do valor das despesas, com um limite de R$ 800 mil, com o grupo tendo que desembolsar apenas 30%.
Além desse incentivo existe o apoio individual, para irrigação, pulverização e outros serviços, para que o produtor possa desenvolver sua cultura.
Luis lembrou que os municípios também podem se beneficiar com até R$700 mil, sem contrapartida, para a melhoria das estradas rurais, com prioridade para os produtores envolvidos no plano de negócio. A Prefeitura, como afirmou, só precisa apresentar o projeto, pois a CATI capacita os engenheiros para a execução e acompanhamento da obra.