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CRIAÇÃO DO MUNDO: Aprovação do público marca encenação de comédia

por Bruno Gabaldi
08 de julho de 2018
Em pé: Manoel Paz (Deus), Érika Furlan (Eva), Luiza Ferraz (Lilith). Agachado: Lucas Berti (anjo). Deitado: Henrique Cardoso (cobra)
Nestes tempos tão difíceis em que os brasileiros não têm muitos motivos para sorrir, quem foi ao Centro Cultural Dr. Edilio Ridolfo na noite de 30 de junho pode tirar o atraso. Naquela oportunidade, o público apreciou a comédia “A bela farsa da criação – Um Deus, duas mulheres e a cobra solta no paraíso”, da Escola Livre de Teatro de Jales, dirigida por Manoel Paz, que também atuou como Deus.
Os atores encenaram a criação da mulher por Deus, e o foco é um encontro entre Eva e Lilith. Esta mulher da vida moderna, expõe toda a realidade para Eva, ensinando as façanhas de como conquistar um homem e mostrando algumas falhas que o Criador tem. A cobra, como no livro bíblico de Gênesis, foi a grande dona da discórdia entre as mulheres e Deus.
O espetáculo garantiu muitas gargalhadas, além de ter preço acessível e curto tempo de duração, agradando a todos.
Em recente entrevista concedida ao Jornal de Jales, Manoel Paz realçou que o teatro ajudou para melhorar seu trabalho médico além de desenvolver a sua sensibilidade, de modo a se aproximar verdadeiramente das pessoas que o procuram, sendo também mais suave. “Ao informar um fato desagradável eu posso, então, fazê-lo de duas maneiras: distante, frio e impessoal, ou com companheirismo, emoção e participação. Aprendi a preferir essa segunda forma”, completou.
Na peça, Manoel introduziu até sotaque nordestino em seu personagem. Mas a questão sobre sotaque não é coincidência. Ele tem parentesco justamente com o nordeste, mais especificamente com o Piauí, de onde veio seu avô paterno, que veio para Jales nos primórdios da cidade.