jornaljales@gmail.com
17 3632-1330

CORRENDO POR FORA- Embora haja quem qualifique a possível instalação em Jales de unidades de gigantes como os grupos Mufatto e Havan como contos da carochinha, fonte desta coluna garante que o jogo não está perdido.

Fique Sabendo
12 de maio de 2019
Delegado Carlos Eduardo Pellegrini Moro, que agrediu escrivão da Polícia Federal de Jales na Superintendência da PF em São Paulo
CORRENDO POR FORA- Embora haja quem qualifique a possível instalação em Jales de unidades de gigantes como os grupos Mufatto e Havan como contos da carochinha, fonte desta coluna garante que o jogo não está perdido. Contatos feitos com executivos dos dois grupos nos últimos dias resgataram esperanças.

FISCAL DA NATUREZA – A propósito, vale passar para a frente informação de um poderoso empresário de Jales com vínculos em Votuporanga, onde foi inaugurada a unidade da Havan no último final de semana.  Segundo ele, um amigo o convidou para um brinde em comemoração à aposentadoria. Dada a estranheza do jalesense, o interlocutor explicou: “ganhei uma aposentadoria de R$ 33 mil por mês com a locação do terreno à Havan...”. A área tem 15 mil metros quadrados e o contrato vale por 25 anos.

SHOWMAN – A performance de Luciano Hagan, dono da Havan, impressionou os votuporanguenses. A lidíssima coluna “Anote aí”, do jornal A Cidade, registrou no domingo, dia seguinte à inauguração: “ele cantou, dançou, discursou e foi aplaudido o tempo todo”.

BARRACO- Está repercutindo intensamente em todo o país informação publicada pela jornalista Mônica Bérgamo, titular de página inteira diariamente no caderno Ilustrada da Folha de S. Paulo, e âncora de um programa semanal no canal fechado Band News.  Na edição de segunda-feira, dia 6, Mônica informou que a Corregedoria da Superintendência da Polícia Federal de São Paulo abriu uma sindicância para apurar se houve conduta abusiva, assédio moral e abuso da condição de policial pelo delegado da PF, Carlos Eduardo Pellegrini Magro.

EMPURRÃO – Segundo o Sindicado dos Servidores Públicos Civis Federais de São Paulo (Sindpolf/SP), Magro, que participou de operações como a Satiagragha em 2008, teria agredido fisicamente um escrivão na delegacia de Jales (SP).

TRUCULÊNCIA- A jornalista relatou ainda que de acordo com a denúncia do sindicato, o escrivão conversava com um colega de trabalho quando teria “sido arremessado violentamente por Magro”, “que gritava impropérios contra a vítima”. E mais: o delegado “não teria sequer tentado se justificar ou desculpar-se”.

LÁGRIMA – Ainda segundo a denúncia, o superior teria dirigido ao escrivão “palavras em evidente violência psicológica contra o mesmo, chamando-o de “bebê chorão”. O Sindicato também acionou o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Trabalho.

DISCIPLINA – Questionada pela jornalista, a PF diz que os fatos estão sendo “apurados em procedimentos disciplinares”. O delegado não falou com a colunista, como solicitado.

A VERDADE – A coluna apurou que o episódio é verdadeiro, mas não se deu na delegacia da Polícia Federal em Jales. As cenas constrangedoras aconteceram na sede da Superintendência da PF em São Paulo, onde o escrivão, cuja base é Jales, estava em missão. A coluna também conseguiu identificar a vítima da truculência do delegado. Trata-se do escrivão David Rodrigues Meneses, que mereceu ampla matéria na edição do Jornal de Jales de 28 de outubro de 2018, exatamente no dia da disputa pelo 2º turno pela presidência da República.

TIRO NO PÉ – Ao destratar o escrivão e agredi-lo fisicamente, o delegado Pellegrini talvez não saiba a enrascada em que se meteu. Além dos procedimentos disciplinares já abertos pela Corregedoria da PF, ele ainda corre o risco de entrar na mira do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), o mais votado do Brasil, filho do presidente da República. Conforme registrou o J.J. há seis meses, o parlamentar foi   colega de turma de David na Academia da Polícia Federal em Brasília, em 2010.

IRMÃOS CAMARADAS – A relação entre os dois pode ser medida pelo fato de que antes da eleição do ano passado, o deputado Bolsonaro, a pedido do colega, foi conhecer a Santa Casa de Jales. Ficou tão bem impressionado com o que viu que, também por solicitação de David, apresentou emenda parlamentar em favor do hospital no valor de R$ 400 mil.

ESQUELETOS – Por falar em Bolsonaro, aos poucos a Comissão Provisória do PSL local vai tentando se organizar. A primeira medida foi saldar uma dívida de aproximadamente R$ 1.500,00 contraída junto à Justiça Eleitoral pela antiga direção sob controle do vereador Macetão. Agora, o grupo precursor, que trabalhou na campanha presidencial, inclusive coordenando duas carreatas, está tentando identificar os membros do partido já que alguns deles fizeram a filiação pela internet.

ESQUENTA – A cúpula do PSL quer ter protagonismo na eleição municipal e já começou a mostrar serviço. A primeira ação se deu através dos dirigentes Paulo Silva, Weber Kitayama e Ricardo Gouveia que, como registrou este jornal, acompanharam o prefeito Flávio Prandi Franco em audiência com a direção do DNIT, para tentar destravar o processo de construção dos viadutos na Rua 2, ligando os dois lados da cidade.