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CORONAVIRUS - Jalesense que mora na Itália diz que situação está sob controle

“O noticiário aqui só fala disso”, afirmou o engenheiro e empresário Alexandre Alves Rensi a propósito da repercussão na Itália sobre casos de coronavirus. 
Ele e a esposa Rosângela Viola Rensi, que passam metade do ano em Verona, esclareceram que aquela província ainda não está afetada, mas não descartam a hipótese de aparecimento de alguns casos lá, lembrando que em Padova, em uma pequena cidade chamada Vó Euganeo, foi descoberto um foco, o que colocou a localidade em quarentena. Na região de Milão, 10 cidades estão em isolamento.
Rensi relatou que na região do Vêneto, que engloba várias províncias, entre as quais Veneza, há casos confirmados. Por esta razão, foram adotadas medidas como suspensão das aulas, adiamento de eventos culturais e fechamento dos museus pelo menos até hoje, 1º de março.
“Aparentemente as coisas estão bem sob controle e o risco de eventual pandemia é mínimo”, relatou Rensi, admitindo que o caso tem mais a ver com provável epidemia.

IDOSOS
O ex-presidente da Associação Comercial e Industrial de Jales fez algumas considerações sobre a realidade do coronavirus na Itália. Ele diz que no dia em que foi entrevistado pelo  Jornal de Jales (quinta-feira,  27) eram 378 casos confirmados , dos quais 12 mortes, todos idosos, na faixa etária de 70 anos ou mais. 
Outra observação: dos idosos que foram a óbito, com 80, 84 e 92 anos, todos já estavam em tratamento de pneumonia e tinham outras doenças associadas.  
“A Itália tem população com elevada média de idade, sendo um dos países com a maior porcentagem de idosos do mundo. Durvante o inverno morrem 5 pessoas devido a gripe comum, outras 37 diariamente por pneumonia. 95%  das mortes são de pessoas acima de 65 anos, geralmente acometidos de outras patologias”, acrescentou. 
Rensi disse ainda que, de acordo com estudos da Organização Mundial de Saúde, a Itália está entre os melhores países em termos de saúde pública. 
E concluiu: “vivo aqui e também no Brasil. De minha parte, numa improvável pandemia, da qual não excluiria o Brasil, preferiria estar aqui”.

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