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Coronavírus e caldo de galinha

Editorial
22 de março de 2020
Não se fala de outra coisa. As atenções do mundo estão voltadas para os efeitos devastadores   do novo coronavírus, cuja incidência adquiriu proporções de verdadeira pandemia. 
Em todos os países, as autoridades têm adotado medidas, algumas até bastante duras, para efeito de contenção do vírus, pois acima das conveniências pessoais está a saúde pública. 
A ficha caiu até mesmo para quem, como o presidente Jair Bolsonaro que, no início, debochava do noticiário veiculado pelos meios de comunicação tradicionais, atribuindo o barulho sobre o assunto a mero alarmismo.
A propósito, é necessário abrir parênteses para destacar o desempenho competente do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Desde o início, Mandetta, que é médico e tem larga experiência política como deputado federal pelo Mato Grosso do Sul, mostrou preocupação com a saúde da população e tomou providências que lhe cabiam.  
Em nível local, a reação também veio no devido tempo. Na segunda-feira, 16, o prefeito Flávio Prandi Franco, o vice José Devanir Rodrigues e secretários municipais reuniram a sociedade civil organizada nas áreas de Saúde, Educação, Assistência Social, Comércio e Turismo para debater o chamado Plano de Contingência do Coronavírus. 
Estiveram na sala de reuniões anexa ao gabinete do prefeito representantes da Santa Casa, Hospital de Amor, Ambulatório Médico de Especialidades (AME), Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24 horas), Associação Comercial e Industrial de Jales e Vigilância Epidemiológica Estadual e Municipal.  
Ao final, foi montada uma espécie de força-tarefa para enfrentar o chamado Covid-19, até porque, das cidades da região, Jales é a que mais está exposta ao convívio com visitantes, exatamente por conta do Hospital de Amor, que atende 92 municípios e até pacientes dos confins do Brasil; da Santa Casa, referência para 16 municípios; AME, que faz mais de 200 mil procedimentos/ano, e UPA, porta de entrada de urgência e emergência aberta em nível regional. 
Por estes motivos todos, não é exagero tirar do fundo do baú um velho bordão para definir o esforço das autoridades municipais e das lideranças comunitárias para o trabalho de contenção do coronavírus. 
Mais do que nunca, os antigos tinham razão quando ensinavam que cautela e caldo de galinha fazem muito bem sempre, especialmente em um momento tão preocupante como o que todos estamos vivendo.