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Corin7hians

por Lucas Rossafa
19 de novembro de 2017
Lucas Colombo Rossafa
O Corinthians conquistou, na última quarta-feira, o sétimo título do Campeonato Brasileiro ao vencer o Fluminense por 3 a 1. Longe de ser postulante a qualquer taça no início da temporada, o Timão fez campanha extraordinária e se garante no topo com méritos.
Os números são incontestáveis. O time de Itaquera é quem menos perdeu, tem o maior número de vitórias, a defesa menos vazada e o melhor desempenho como mandante e visitante. As estatísticas confirmam que, embora o elenco não tenha um craque e esteja distante de encantar, a competência sempre prevalece. Entre todas as conquistas, o heptacampeonato é aquele que merece mais destaque, ainda mais por ser em pontos corridos, quando, geralmente, o melhor plantel se sobressai. O clube superou uma série de desconfianças para brilhar: questionamentos vindos dos rivais, da própria torcida, da imprensa e até de dentro de casa. Em janeiro, recebeu o rótulo de “quarta força” por estar fora da Libertadores e por vir em baixa.
Com o novato Fábio Carille no comando, passou a ser visto com certa indiferença. Porém, o panorama começou a mudar quando venceu o Campeonato Paulista com sobras. Sem grande poder de investimento, as principais contratações chegaram a custo zero. Jadson e Jô assinaram contrato apenas com luvas a receber, ao passo que Gabriel e Pablo desembarcaram por empréstimo e valores menores – enquanto isso, os adversários traziam Pratto, Bruno Henrique e Borja com cifras milionárias.
Entre os onze iniciais, não há nenhum nome espetacular. No entanto, fora das quatro linhas, teve um técnico que soube organizar as peças de modo magistral. Com experiência oriunda dos anos de auxiliar, montou um sistema defensivo forte e descobriu Balbuena e Guilherme Arana, dois elementos essenciais para tal desempenho. Deu vida a Gabriel, volante que protege os defensores com perfeição e fez um time limitado jogar sempre no limite.
No ataque, confiou em Jô, cujo comportamento extracampo preocupava, e foi recompensado. O camisa 7, um dos líderes do grupo atual, mostrou eficiência para balançar as redes, haja vista a dificuldade no setor de criação corintiano – são 18 gols em 32 jogos na competição. E mais: dos 71 pontos conquistados até então, foi responsável por 21 deles. É muita coisa para um único jogador.
Se você vivenciou os sete títulos, talvez esteja se perguntando por que 1990 não foi o mais surpreendente. Apesar de Nelsinho Batista também não ter tido opções espetaculares à disposição, a geração liderada por Neto e Tupãzinho acabou com aquele jejum agonizante no mata-mata, onde uma equipe inferior pode sair vitoriosa com mais facilidade a uma competição de 38 rodadas em que a regularidade é obrigatória.
Parabéns, Bando de Loucos! É tempo de desfrutar e descansar, porque a temporada seguinte terá cobranças sete vezes maior.

Lucas Colombo Rossafa
 (jalesense, aluno do 3°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 

Twitter @lucas_rossafa