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COPA DO MUNDO 2018

Troca de figurinhas movimenta a praça
06 de maio de 2018
A troca de figurinhas movimenta a praça nos finais de semana pela manhã
por Luiz Ramires

Muito mais do que na Copa passada, este ano a troca de figurinhas virou uma verdadeira febre, envolvendo crianças e adultos. Não se sabe o motivo desse grande aumento na procura, mesmo porque o preço do pacotinho com cinco cromos passou de um para dois reais.
O ponto preferido pelos colecionadores é a Praça João Mariano de Freitas (Praça do Jacaré) onde nas manhãs de sábado e domingo as bancas do Edu e do Luiz ficam tomadas por pessoas de todas as idades em busca das figurinhas que faltam para completar seus álbuns.
Em vários momentos, as mesas de concreto sob as árvores onde durante a semana os idosos jogam truco também ficam tomadas por colecionadores. As mais difíceis são as brilhantes ou metalizadas que correspondem às antigas carimbadas e que não passam de 2 ou 3% do total de figurinhas vendidas e por isso são mais valorizadas.
Para montar as mesas os organizadores compram uma grande quantidade de figurinhas nas duas bancas, onde permanecem até o início da tarde. E quem pensa que os colecionadores são apenas crianças está muito enganado, pois a grande maioria são adultos e idosos, inclusive mulheres.

O TRABALHO
Carlos Roberto Lopes Júnior monta suas mesas ao lado da Banca do Edu. Ele também comercializa as figurinhas no mercado livre, quando fecha os álbuns que vende pela internet, sendo que com as repetidas ajuda as pessoas a fecharem seus álbuns na banca. 
Um álbum completo ele vende por R$ 419,00, sendo que este ano, em 30 dias chegou a vender cerca de 160 álbuns. Na Copa de 2014 ele vendeu mais de 400 álbuns e este ano espera vender mais de 500. Isso, como afirmou, sem contar vários álbuns antigos que ele ainda tem para vender.
Na Banca do Luiz a troca de figurinhas é feita por José Antônio dos Santos, junto com Rubens Neto Duarte, o Rubinho e Rafael Pagiato. José Antônio explica que as figurinhas são vendidas a R$ 0,40 (o mesmo preço da banca) e as mais difíceis a R$ 2,00. Eles também têm álbuns completos para vender. 
Rafael explicou que na Copa de 2014, por ser no Brasil, o movimento foi grande e para a Copa de 2018 não se esperava um interesse ainda maior, mas acabou acontecendo o contrário, pois a procura pelos colecionadores está sendo muito superior do que há quatro anos.

BOM PARA TODOS
Para as bancas a troca na praça também é um bom negócio, pois acabam vendendo bem mais figurinhas. O movimento começa fraco, nos primeiros dias, mas depois, na medida em que as figurinhas vão se repetindo as pessoas procuram trocar.
As crianças normalmente vão acompanhadas dos pais ou algum parente, o que foi confirmado por Jair Batista Ramos Sobrinho, tio de João Antônio Ramos Zambom. Ele disse que além de acompanhar o sobrinho também vai todo domingo trocar figurinhas para preencher seu álbum.