Arquibancada

Contratação perfeita em busca da evolução

Eliminada nas oitavas de final da Copa do Mundo após ser derrotada por 2 a 1 pela França, a seleção brasileira de futebol feminino definiu sua nova comandante na última quinta-feira (25). Após trabalho ruim do técnico Vadão, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) demitiu o treinador e anunciou Pia Sundhage como a nova comandante da equipe nacional.
Primeira estrangeira à frente da seleção na história, a sueca de 59 anos é bicampeã olímpica com os Estados Unidos. Com o trabalho visto como referência na modalidade, Pia é um nome brilhante para realizar o tão esperado trabalho a longo prazo no futebol feminino do Brasil.
Entre diversos significados que tem a chegada da nova treinadora, fica claro que a CBF tem interesse em cuidar e desenvolver o futebol feminino. Muitas vezes deixado de lado pela própria entidade, a modalidade movimenta milhares de meninas espalhadas pelo país que lutam e sonham com uma oportunidade.
Com uma seleção que em breve deve se despedir das craques Formiga, Cristiane e Marta, é necessário a renovação de olho no próximo ciclo, e Pia terá a árdua missão de montar uma grande equipe com novas atletas.
Assim como acontece com os homens, as mulheres brasileiras possuem talento raro para jogar futebol, difícil de ser encontrado em outros lugares do mundo, porém muitas vezes a falta de apoio acaba destruindo o sonho de muitas.
Pia terá a tarefa, como funcionária da CBF, de buscar maior incentivo ao futebol feminino e fortalecer o Campeonato Brasileiro da modalidade, desde as categorias de base até a Série A. Atualmente com 16 clubes, a primeira divisão evoluiu muito nas últimas temporadas, mas a falta de estrutura e recursos financeiros ainda é algo que afeta vários clubes.
O trabalho da sueca necessita do apoio de todos, inclusive das atuais atletas e das ex-jogadoras brasileiras. A paciência é a palavra-chave para o sucesso da nova técnica e o mínimo que se espera da CBF, é que a comandante receba todo o respaldo e as mesmas condições de trabalho que Vadão teve durante o período que ficou à frente da seleção.

Eduardo Martins 
 (jalesense, aluno do 3° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 
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