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Comissão de sindicância do caso Érica já ouviu mais de 40 pessoas

por Luiz Ramires
30 de setembro de 2018
O quarto depoimento prestado à Comissão Especial de Inquérito da Câmara durou sete horas
A ex-tesoureira Érica Cristina Carpi, acusada de desvios de recursos dos cofres municipais que somam entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões, segundo a Polícia Federal, foi ouvida na última quarta-feira, dia 26, de manhã, pela Comissão de Sindicância da Prefeitura, em sua residência, onde cumpre prisão domiciliar. Para colher o depoimento da ex-tesoureira, a comissão precisou solicitar uma autorização do juiz da 5ª Vara da Comarca de Jales, Adilson Balloti, responsável pela sua prisão domiciliar.
Érica foi a 36ª pessoa a prestar depoimento à comissão que espera entregar o relatório final no dia 10 de outubro, quando termina o prazo para o encerramento dos trabalhos. Mas esse prazo poderá ser prorrogado se a comissão considerar necessário ouvir novos depoimentos que ainda não foram agendados, mas que poderão ser programados para os próximos dias.   Para sexta-feira, dia 28 de setembro, estavam previstos mais cinco depoimentos.
O presidente da comissão, João Luiz do Socorro Lima informou que tudo isso vai ser avaliado durante uma reunião, amanhã, segunda-feira, quando deverá ser apresentado um balanço do que foi feito até agora e um estudo da necessidade ou não de se colher novos depoimentos.
Além do presidente, a comissão tem como secretária Karina Jorge de Oliveira Sposo e como membro Rosana Moraes Pivoto e conta ainda com a assessoria do procurador jurídico Jacob Modolo Zanoni.

HABEAS CORPUS
Na última terça-feira, dia 25 de setembro, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal concedeu habeas corpus solicitado pelos advogados do cunhado de Érica, Marlon Brandt dos Santos, determinando a suspensão da sua prisão preventiva. Na decisão, o ministro determinou que Marlon não poderá manter contato com os demais investigados, com exceção de sua esposa Simone, que cumpre prisão domiciliar.
Também na terça-feira, a Comissão Especial de Inquérito instaurada na Câmara Municipal sobre o mesmo caso, ouviu o diretor técnico de divisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Paulo César da Silva Neves, quarta testemunha a depor na investigação. 
Os agentes de fiscalização do TCE Luciana Pontes Gabriel, Adilson Amorim, Terezinha Nunes, Ruimares Biaconi Perez e Perpétuo Aparecido da Silva acompanharam o depoimento na condição de ouvintes.