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Com 14 anos, aluno do Dom Artur é o único medalhista da região na Olimpíada Brasileira de Física

Sua paixão pelos estudos começou quando estava na 6ª série e disputou pela primeira vez a OBMEP.
16 de maio de 2016
Antenor Henrique exibe a medalha conquistada na Olimpíada Brasileira de Física
Com apenas 14 anos e cursando o 1º ano do Ensino Médio na escola Dom Arthur Horsthuis em Jales, o garoto Antenor Henrique Voltolini Pelicho já é considerado um “gênio” na área de exatas. Antenor é o único aluno da região de São José do Rio Preto que conseguiu ganhar uma medalha na Olimpíada Brasileira de Física, em que competem alunos tanto de escolas públicas, como também de particulares. 
“Eu fiquei muito feliz em ganhar essa medalha mesmo sendo de bronze, pois é muito difícil mesmo conseguir uma premiação nessa olimpíada”, destacou o estudante, que completou: “Foram cerca de 30 alunos do estado que ganharam medalhas, dentre eles apenas eu e mais dois éramos de escolas públicas”. 
Sua paixão pelos estudos começou quando estava na 6ª série e disputou pela primeira vez a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBMEP) e, desde essa primeira participação, conseguiu ser medalhista, notando então a facilidade que tinha para lidar com as matérias relacionadas a números.
Daí em diante, ele decidiu se aprofundar cada vez mais nos estudos e conseguiu além das premiações nas Olimpíadas de Matemática e Física, também na Olimpíada de Astronomia, matéria pouco difundida na região.  

Humildade
Ao invés de se vangloriar com as conquistas, o jovem Antenor prefere compartilhar com seus colegas o seu conhecimento, a fim de ajudá-los a, quem sabe, conseguirem premiações como a dele, ou então somente melhorar as notas. 
Para isso ele frequenta voluntariamente um grupo de estudos no período inverso ao que estuda, para dar “aulas particulares” a todos aqueles que se interessarem. 
Indagado se já teria ideia do que irá fazer no futuro, o garoto de 14 anos disse que ainda não sabe. “Eu ainda tenho muita dúvida no que vou fazer. Penso em engenharia civil, engenharia da computação, entre outras, porém sempre na área de exatas”, concluiu. 

por Rafael Honorato