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Clássico dos opostos

por Lucas Rossafa
06 de novembro de 2017
Lucas Colombo Rossafa
O primeiro domingo de novembro reserva aos torcedores um capítulo à parte na atual edição do Campeonato Brasileiro. Depois da enorme distância dos concorrentes para o líder, Corinthians e Palmeiras, dois dos postulantes ao título nacional, medem forças em Itaquera para ver quem sair fortalecido do dérbi paulistano.
As situações dos envolvidos, no entanto, são diferentes. No topo com 59 pontos, o Timão vem em viés de baixa. Com uma das piores campanhas do returno, o Alvinegro já acumula quatro jogos sem vencer – um empate e três derrotas. Além da sequência negativa, os comandados de Fábio Carille apresentam mau futebol, com problemas defensivos, sobretudo na bola aérea, e queda de produtividade das principais peças.
Por outro lado, o Verdão não sabe o que é perder desde 30 de setembro - três vitórias e duas igualdades. Neste período, os palestrinos demitiram o técnico Cuca e apostaram as fichas no interino Alberto Valentim. A mudança foi imediata. O novato, que comandou o RB Brasil no Campeonato Paulista, confiou em Borja e Keno, dois atacantes que não tinham prestígio com o antigo treinador. Em quatro partidas sob novo com comando, a dupla marcou quatro gols e deu quatro assistências.
O discurso palmeirense, no momento, continua o mesmo: o foco nesta reta final é terminar, ao menos, no G4 e conseguir uma vaga direta à Libertadores. A medida busca frear o entusiasmo da torcida e evitar que novas frustrações aconteçam na temporada. Porém, com distância de cinco pontos, é possívelsonhar mais alto. Vencer o rival fora de casa é fundamental para alcançar o bicampeonato, principalmente depois de ter empatado no Allianz Parque com o Cruzeiro.
Embora ninguém queira perder, a pressão é muito maior sobre os corintianos, que já esteve 17 pontos à frente do adversário de hoje. Além disso, o histórico positivo na Arena traz mais confiança ao Palmeiras. Nos cinco confrontos disputados até hoje, foram duas vitórias para cada e um empate.
Todo duelo é importante, mas nem todo tem o mesmo valor. Apesar de uma vitória no futebol valer três pontos em todos os cantos do planeta, um resultado adverso deixará o Timão ainda mais pressionado nas seis últimas rodadas, enquanto o grande perseguidor ganhará moral para ultrapassá-lo. Forte psicologicamente, o Alviverde Imponente, assim,se tornaria favorito para conquistar a taça. Afinal, tem mais elenco, maior capacidade técnica e está em um momento bem melhor.
Em clássicos, a tendência é que as forças se equiparem e o equilíbrio sobressaia. Se de um lado há uma equipe na corda bamba, do outro a empolgação toma conta. E como o futebol é uma caixinha de surpresas, o dérbi deste domingo deve reservar fortes emoções.

Lucas Colombo Rossafa
 (jalesense, aluno do 3°ano de jornalismo da  PUC/Campinas) 

Twitter @lucas_rossafa