segunda 21 setembro 2020
Arquibancada

Chegou a hora de Neymar?

Muitas vezes criticado de forma justa em meio a tantas polêmicas e erros na carreira, Neymar está amadurecendo e na tarde de hoje tem a oportunidade de dar um enorme passo na briga pelo prêmio de melhor jogador do mundo. Protagonista nesta edição de Liga dos Campeões, o brasileiro e seus companheiros de PSG estão na final e enfrentam o Bayern de Munique, às 16h, no Estádio da Luz, em Lisboa.

Fundamental na campanha da equipe parisiense na Champions, Neymar vem chamando a responsabilidade, já tem 19 gols e 12 assistências em 26 partidas nesta temporada com a camisa da equipe francesa e vem de atuações espetaculares na fase decisiva da competição mais importante da Europa.

Nas oitavas de final diante do Borussia Dortmund, o craque marcou uma vez na partida de ida e foi o responsável por mais um gol no jogo de volta. Nas quartas, novamente chamou a responsabilidade, carregou o time em várias oportunidades e, apesar de não marcar, deu uma assistência na vitória por 2 a 1 frente a Atalanta. Na semifinal, o adversário foi o RB Leipzig, Di María foi o destaque com um gol e uma assistência, mas Neymar mais uma vez teve grande atuação e deu toque magistral para o gol do argentino.

Diferente daquele jogador que em algumas oportunidades pensava apenas em simular faltas, Neymar está mais maduro nesta temporada. Sem Messi e Cristiano Ronaldo, já eliminados da Liga dos Campeões, o brasileiro é o principal craque ainda vivo na competição, mas terá pela frente Lewandowski e a espetacular temporada do polonês.

O atacante do Bayern tem 55 gols em 46 partidas e é o artilheiro isolado da Liga dos Campeões com 15 bolas na rede. Impecável dentro da área, o centroavante não tem o talento de Neymar, mas faz uma temporada de encher os olhos no incrível futebol coletivo apresentado pela equipe alemã.

Para a final inédita, a missão do PSG não é fácil e o título passa por uma partida exuberante do craque brasileiro, somada a brilhante atuação coletiva da equipe e dos craques Mbappé e Di María. Se o título vier com Neymar como protagonista, o camisa 10 entra ainda mais forte na briga para ser o melhor jogador do mundo, mas talvez nem mesmo uma grande atuação seja capaz de tirar o prêmio de Lewandowski.

Eduardo Martins

 (jalesense, aluno do 4° ano de jornalismo da PUC-Campinas) 

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