jornaldejales@melfinet.com.br
17 3632-1330

Celular na infância.... abram os olhos, acordem, é muito sério...

Maria Stela Guimarães Rodrigues Silva
18 de fevereiro de 2018
Maria Stela Guimarães Rodrigues Silva
É preciso tomar muito cuidado com a liberação de celulares na primeira infância, assim como o estímulo ao consumismo. É na fase dos 0 aos 6 anos que a criança deve ser estimulada para o desenvolvimento cognitivo, como também a realizar atividades adequadas para desenvolvimento da concentração e atenção. É quando devemos dar limites do que podem ou não fazer, enfim, ensinar que se deve ter regras na vida.  Tenho visto muitos pais e mesmo avós dando celulares como forma de distração para as crianças. Com tudo isso acontecendo, é importante que reflitam e pesquisem sobre o mal que poderá surgir no futuro, como problemas de aprendizagem, vários distúrbios emocionais, depressão, ansiedade e até dependência de eletrônicos. A tecnologia não é ruim, ela é ótima, ainda mais os celulares de hoje, mas temos que trabalhar regras na infância. As crianças que ficam plugadas por muito tempo podem se viciar e deixar de conviver com amigos, com a família, e futuramente apresentar sérios problemas emocionais.Esse será um grande dilema a ser enfrentado pela família no futuro. 
Me recordo que a minha aquisição de um celular foi aos 44 anos de idade, utilizava para fins de comunicação com familiares e aos 50 anos graças a esse avanço tecnológico pude cursar minha 3ª faculdade, que era à distância, o que exigia que eu ficasse todos os dias e por muitas horas conectada no ambiente virtual da universidade.
Perguntas mais frequentes: O que fazer para não viciar? Quando dar o 1º celular? Devo estabelecer limites? Informe-se sobre esse assunto, pergunte para pedagogos, psicólogos e terapeutas. Importante também que os pais não utilizem os aparelhos eletrônicos em horários inapropriados, como durante as refeições, ou em outros locais que não indicados.Dê exemplos positivos, crie regras para si próprio para não ensinar errado e depois ter que forçar a criança a desaprender tal prática. Não seja um “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço...”, eduque pelos bons exemplos.

Maria Stela Guimarães Rodrigues Silva
(é professora e diretora da EDEM-Escola Dinâmica de Educação Musical em Jales, com 42 anos de atuação na área do ensino musical e Musicalização Infantil, com formação em Piano Clássico, graduação em Educação Artística, Pedagogia e Educação Musical pela UFScar.)