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Cegos no trânsito jalesense

O Brasil teve um aumento de 25% da taxa de mortalidade apenas em acidentes urbanos, no ano de 2011
12 de março de 2012

 

O Brasil teve um aumento de 25% da taxa de mortalidade apenas em acidentes urbanos, no ano de 2011. Grande parte causada por irregularidades do próprio município, seja pela sinalização, via de ultrapassagens, seja até mesmo por incompetência do próprio cidadão. 
Jales se encontra em uma situação um tanto estranha aos olhos de quem não tem conhecimento sobre absolutamente nada das leis de trânsito. Generalizando, o número de carros para cada pessoa aumenta em torno de 10% por mês. Em termos de cálculos, pode-se dizer que a produção automobilística cresceu 8,6% nos últimos três anos. A cidade considerada Centro de Região vem demonstrando o pico mais alto em relação ao grande fluxo de carros durante a maior parte do dia, anualmente.
Por imprudência, irresponsabilidade, falta de conhecimento, mente inconsciente, má condução do veículo, o fato, que constantemente acarreta em imprudências é não obedecer às principais sinalizações que favorecem com mais facilidade o fluxo de vias estreitas e ilegais as quais mais predominam na cidade de Jales. 
Os setores em que se podem encontrar irregularidades fatais são principalmente no centro. Como por exemplo, no final da Avenida João Amadeu, onde é possível fazer um retorno um tanto inusitado em volta de um canteiro incrementado com vaso de flores. Tanto para quem está consumido pelo horário do “rush”, quanto para aqueles que saem às pressas do Supermercado Proença, com nenhuma paciência em esperar o fluxo atordoado jalesense e realizar o cruzamento do canteiro da morte (foto).              
Aquela conversa de ter o direito de ir e vir é levada a sério nesse cruzamento sem utilidade alguma. Tanto para quem está voltando do Jardim América, encontra-se cidadãos fazendo a volta do Jales Clube ou vindo de outras cidades (via Santa Fé do Sul, Urânia, etc). 
Se pararmos para analisar o quanto irregular e perigoso pode ser cruzar a avenida com excesso de velocidade, seria preciso rever alguns conceitos sobre o Artigo 39 do Código de Trânsito Brasileiro:
“Nas vias urbanas, a operação de retorno deverá ser feita nos locais para isto determinados, quer por meio de sinalização, quer pela existência de locais apropriados, ou, ainda, em outros locais que ofereçam condições de segurança e fluidez, observadas as características da via, do veículo, das condições meteorológicas e da movimentação de pedestres e ciclistas.”
O caminho que nos leva ao Hospital do Câncer é o premiado pelo vasto número de passagens, que tem por finalidade facilitar o tráfego para motoristas apressados e sem noção alguma sobre o que é certo ou errado. Afinal, contestar as irregularidades no trânsito não parece ser uma preocupação muito relevante para a nossa população.
Para uma cidade ser considerada Centro da Região, o mínimo absoluto é manter os níveis de trânsito com melhores condições para o fluxo de automóveis, em constante crescimento no município. 
O demasiado número de vias que facilitam ultrapassagens bruscas não significa que o trânsito está em perfeitas condições para a mobilidade e fluxo sereno. Efetivamente, devíamos despertar maior interesse popular para pedir melhorias nas vias urbanas da cidade, o que evitaria e diminuiria a quantidade de imprudências no trânsito. 
Porém, qual é o verdadeiro investimento financeiro em segurança na cidade de Jales?
 
 Marina Nossa Neto
(estudante de jornalismo)