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Caso de Polícia

Editorial
19 de maio de 2019
É conversando que a gente se entende, defendem os que acreditam que um diálogo civilizado é sempre o melhor caminho para que partes divergentes cheguem a um bom acordo.
Pois bem, os empresários do Distrito Industrial I, que geram juntos mais de mil empregos diretos e outros tantos indiretos, até que tentaram, mas a paciência deles se esgotou.
Por esta razão, pelo menos três representantes de empresas instaladas naquele espaço de trabalho decidiram procurar a Central de Polícia Judiciária de Jales no último dia 2 de maio para registrar boletins de ocorrência contra a Elektro em função da má qualidade dos serviços prestados por aquela concessionária de energia elétrica.
De acordo com os reclamantes, as quedas no fornecimento de energia deram um prejuízo de R$ 40 mil à Fuga Couros Jales, outros R$ 15 mil à Plastijal-Comércio de Embalagens e um valor não quantificado pelo representante da Biscoitos Keleck.
O registro dos boletins de ocorrência parece ter sido a única saída que aqueles empresários e todos os outros que operam no Distrito Industrial I enxergaram para tirar a Elektro da zona de conforto, até porque abrem caminho para a que os prejudicados, em um segundo momento, proponham ações contra a concessionária.
Na verdade, a história não começou agora. Vale lembrar que na tentativa de resolver com bons modos o problema decorrente do fornecimento de energia elétrica pela Elektro, a diretoria da Associação Comercial e Industrial de Jales mediou um encontro entre os empresários do Distrito Industrial I e o representante institucional da concessionária na penúltima semana de dezembro do ano passado.
Mas, o próprio título da matéria publicada pelo Jornal de Jales na edição de 23 de dezembro de 2018 foi um sinal claro de que a reunião resultara infrutífera—““DISTRITO INDUSTRIAL I – Empresários saem frustrados de reunião com a Elektro”.
No texto, a reportagem do J.J. ouviu dois empresários pesos-pesados que participaram da reunião — Fabrício Fuga, da Fuga Couros Jales, e Carlos Toshiro Sakashita, da Biscoitos Keleck.
Ao ser ouvido pelo J.J. após a reunião, Fabrício resumiu: “é um problema sério porque falta energia e mesmo a energia contratada não está chegando nas empresas, o que vem provocando transtornos e prejuízos com a queima de motores, explosão de transformadores e danos ao sistema elétrico, que são importados e custam caro”.
Toshiro foi no mesmo diapasão: “o prejuízo acaba sendo grande pois quando dá um pico de energia os motores param e é preciso esperar pelo menos duas ou três horas para voltar a funcionar”, completando que na sua empresa os prejuízos com essas quedas de energia já vêm acontecendo há dois anos.  
Espera-se que agora, com a Polícia nos calcanhares da empresa, os gestores da Elektro resolvam entender que estão lidando com clientes que respondem pelo maior número de empregos gerados em Jales.