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Carlos Toshiro Sakashita é eleito novo provedor da Santa Casa

O empresário Carlos Toshiro Sakashita foi eleito novo provedor da Santa Casa e deve assumir no dia 1º de janeiro
15 de dezembro de 2019
O provedor eleito Carlos Toshiro Sakashita, ao centro, ladeado pelos integrantes da Mesa Diretora
O empresário Carlos Toshiro Sakashita foi eleito novo provedor da Santa Casa e deve assumir no dia 1º de janeiro, substituindo Júnior Ferreira, que permaneceu no cargo durante três anos e meio, desde quando José Devanir Rodrigues, o Garça, se afastou do cargo para se candidatar a vice-prefeito.
O novo provedor espera aproveitar muito da sua experiência como empresário, inclusive no Japão, além de conhecer muitas cidades no exterior, para melhorar ainda mais a administração do hospital. Ele também pretende continuar o bom trabalho feito pelos provedores anteriores para daqui a dois anos entregar o cargo sem dívidas, com mais recursos e equipamentos e bem administrado, pois quem ganha com isso é toda a região.
Júnior disse que precisou aprender muito para realizar um bom trabalho, deixando a Santa Casa em uma situação ainda melhor do que quando assumiu. O trabalho de união junto com a diretoria e toda equipe de colaboradores permitiu, segundo Júnior, trazer os 16 municípios atendidos para dentro do hospital, contribuindo com leilões, doações ou prestação de serviços, pois o importante é a comunidade estar junto e esse foi o seu grande esforço, com resultados muito positivos.
Ele disse que vai continuar ajudando na administração de Toshiro, como presidente do Conselho Deliberativo, procurando sempre manter a comunidade unida com a Santa Casa, cada um dando a sua contribuição, pois isso faz muita diferença.

ELEITOS
A Mesa Administrativa da Santa Casa passa a ser composta da seguinte forma: Carlos Toshiro Sakashita (provedor), Edson Roberto da Silva (1° vice-provedor), Guilherme Soncini da Costa (2º vice-provedor), Antônio José da Cruz (diretor secretário), José Roberto Mansueli (2º diretor secretário), Anilson Aparecido Claudino (3º diretor secretário), Amauri Cruz dos Santos (diretor tesoureiro), Vera Lúcia Cavenaghi (2º diretor tesoureiro), José Magalhães Rocha (3º diretor tesoureiro), Christovam Andreu Avelhaneda, Isac Gimenez, João Aristeu Fávaro, Onivaldo Simioli, Valdemar de Oliveira Xavier, Danilo Antônio Moreira Fávaro (mesários), Júlio Cesar Cavaglieri, Paulo Antônio Peres, Julio Cesar Pupim, Jamil Atihe Junior, Nilton Fabiano Sarambele(suplentes). 
Conselho Deliberativo: Sebastião Júnior Ferreira (presidente), Moacir Antônio Riato (secretário), José Pedro Venturini, João Silveira Neto e Edmilson Benedito Lázaro (conselheiros), Amilcar Alves Dias, Ualter Otoni Azambuja e Vanderlei Bernardo Peres (suplentes). 
Comissão de Patrimônio: Pedro Laert Pupim, Luis Fernando Moreira Saad, Azizi Miguel João, Geraldo Mechi, Mario Kazuo Miura, Yoshikatsu Tanaka, Fabricio Fuga, Juracy Igayara Merighe. Comissão de Relações Públicas: Deonel Rosa Junior, Francisco Florêncio de Athayde Neto, João Pereira Agostinho Pires, Oswaldo Soler Junior, José Célio Martini, Antônio Aparecido Cavaglieri e Renato José Silva. Comissão de Eventos: Antônio de Ângelo Berti, Anilson Aparecido Claudino, Carlos Roberto Soares, Leandro Rocca Lima, Moacir Antônio Lungato, Milton Santana de Carvalho e José Ricardo Rodrigues Silva. Comissão de Leilão: Sérgio Roberto Pereira Cavassani, Alcides Benedito Ceciliano, Caibar Vitale, Leomi Clovis Nilsen Viola, Reynaldo de Azevedo, Pedro Airton Zambom, Dorival Antônio Jacomassi, Devanil Papala Rossafa, Evaristo Geraldelli, Sergio Rodrigues Cavassana e José Candeo.

TOSHIRO:
“Nada dá certo sem dedicação dos funcionários”
J.J. - A eleição por aclamação para a Provedoria da Santa Casa aumenta sua responsabilidade?
Toshiro - Toda eleição é uma grande responsabilidade, principalmente em uma instituição de tamanha grandeza como a Santa Casa. Agora eleito por aclamação é mais do que responsabilidade, é afirmar um compromisso maior com a instituição.
J.J. - Empresário de sucesso na vida privada, como o senhor encara o desafio de comandar uma instituição filantrópica?
Toshiro – O comando tem que ser regrado, de forma muito séria, porque são muitas pessoas que depositam credibilidade nesta instituição. Então aumenta a carga, o peso e a responsabilidade de fazer a coisa dar certo. Será um desafio maior comandar uma instituição desta natureza.
J.J. - O que os funcionários dos mais variados escalões podem esperar do senhor? E os médicos?
Toshiro – Eu acho que a primeira coisa é a abertura para um diálogo. Ver quais são as necessidades e quais são os deveres de cada um, fazer essa avaliação. Não tem quem não é mais ou menos importante em uma instituição dessa, todos são iguais, a responsabilidade é muito grande para todos os setores, funcionários e prestadores de serviços.
J.J. - O senhor viveu muitos anos e ainda tem negócios no Japão. Pretende introduzir alguma boa experiência daquele país na gestão de nossa Santa Casa?
Toshiro – A gente aprendeu bastante, não só no Japão mas aqui, primeiro é o respeito, independente de qual seja a hierarquia daquela pessoa, tem que saber respeitar. A segunda coisa é a dedicação, saber cuidar das pessoas, e fazer com que elas se dediquem a essa instituição, não existe nada que dê certo se não houver a dedicação dos funcionários. Eles são a peça chave para a engrenagem girar e, a atenção para com nossos pacientes tem que ser primordial sem dúvida alguma.
J.J. - Como o senhor planeja estabelecer relações com os governos em todos os níveis — municipal, estadual e federal?
Toshiro – Primeiramente deixar as portas abertas para todos. Acho que a coisa mais importante é o diálogo, abertura com esses governos. Umas das pautas minhas é fazer visitas em todos os municípios que tenham um tipo de relacionamento e atendimentos com a Santa Casa. Na esfera estadual, ir até os deputados pedindo para que eles enviem algumas emendas, também me colocando à disposição na área estadual das polícias, do Ministério Público, da Justiça, da Promotoria Federal, da Polícia Federal, para que possamos ter esse laço também de harmonia e ficar aberto para qualquer esclarecimento. Com relação ao nível federal, será da mesma forma. Nós temos a área de capitação juntamente com os deputados federais para que possam enviar recursos para a Santa Casa.

JUNIOR:
“Exercer a provedoria foi um aprendizado muito grande”
J.J. - Como o senhor se sente após três anos à frente da Provedoria da Santa Casa?
Junior - Após três anos intenso de Santa Casa hoje eu sou uma pessoa muito melhor que entrei. Não imagina o quão trabalhoso e gratificante era servir uma instituição como o hospital. Estarei sempre à disposição para que nossa Santa Casa seja das melhores do Brasil. 
J.J. - O senhor se considerava preparado para a missão quando foi guindado ao comando de um hospital com mais de 50 anos de atuação em sua cidade natal?
Junior - Eu não tinha a dimensão exata do que é a instituição, nem conhecia a regulação dos sistemas de saúde. Rede privada, saúde complementar, saúde suplementar e outras situações deste tipo foi um aprendizado muito grande.
Graças a Deus o hospital tem uma equipe de colaboradores e médicos muito competentes e dedicados. Além disso eu tive suporte essencial dos membros da mesa administrativa e conselho deliberativo.
J.J. - Quais as dificuldades encontradas para gerir um hospital que atende pacientes de 16 municípios da região e estados vizinhos?
Junior - O subfinanciamento é sem dúvida a maior. Temos uma tabela defasada e graças à população de uma maneira geral temos conseguido superar todos os obstáculos.
J.J. - Em sua avaliação, quais foram as grandes conquistas de sua gestão? 
Junior - Todas as reformas físicas que fizemos, equipamentos adquiridos, aumento da receita em emendas, redução das despesas e um certo equilíbrio financeiro são conquistas nas quais eu me orgulho de ter contribuído.
 J.J. - Houve alguma ação implementada que não foi concretizada?
Junior - Reclassificação do hospital é um sonho a ser realizado.
J.J. - O senhor tem algum projeto político em perspectiva?
Junior - Eu sempre estarei a disposição para contribuir com a cidade de Jales e para isso não necessariamente preciso ter algum cargo eletivo.